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Cento e vinte ilhas, separadas por numerosos canais e interligadas por mais de 400 pontes, constituem a cidade de Veneza. Toda a vida desta cidade assenta, literalmente, sobre água e os transportes são igualmente efectuados deste modo, seja usandoos vaporettos (o equivalente aos nossos autocarros, mas em versão

anfíbia), barcos-táxi ou barcos particulares. As populares gôndolas são usadas sobretudo pelos turistas.

No centro histórico, com menos de 70 mil residentes permanentes, estão situadas as funções administrativas e ligadas à poderosa indústria do turismo.

O turismo é fulcral nesta região italiana, movimentando mais de 12 milhões de pessoas por ano. Para tal, contribui todo o misticismo e monumentos históricos desta antiga cidade-estado, mas também as actividades culturais presentes ao longo de todo o ano, como a Bienal de Arte, o Festival Internacional de Música Contemporânea, a Mostra de Cinema ou a programação musical do famoso Teatro La Fenice, que retomou a actividade em 2004, depois do incêndio que praticamente o destruiu em 1996.

A história de Veneza está intimamente ligada à da sua arte, reproduzida nos inúmeros monumentos que dão cor aos bairros que dividem a cidade, os sestieri. Os dois núcleos principais são compostos pelo complexo arquitectónico da Piazza de San Marco, o cartão de visita da cidade, e as zonas burguesas e comerciais do Rialto.

Na Piazza de San Marco, que Napoleão descreveu como "a mais elegante sala de recepções" da Europa, milhares de turistas visitam diariamente os mais importantes marcos históricos de Veneza, como a Basílica, o Palazzo Ducale, o Campanile, o Museo Correr ou a Torre dell'Orologio. Ainda nesta praça, situam-se elegantes cafés, rivalizando entre si com o serviço prestado ou as orquestras musicais que fazem as delícias dos turistas.

Ao longo da principal artéria da cidade, o Grande Canal, poderá admirar alguns dos palazzos mais famosos, como o Ca' Vendramin-Calergi (datado de 1500), Ca' d'Oro (1420), Ca' Foscari (séc. XV), Mocenigo (séc. XVI), ou Dario (1487). Muitos destes palácios históricos albergam importantes museus, como o Museo Correr, na Piazza de San Marcos, que alberga uma riquíssima pinacoteca e o Museu Arqueológico; tem ainda o Ca' Rezzonico, um museu que retrata a Veneza de 1700; o Ca' d'Oro, com a famosa colecção Franchetti; ou o Museu de Arte Moderna em Ca' Pesaro.

O que visitar em Veneza

Duas simples sugestões para entender a cidade: na ida percorrer todo o Canal Grande e, na volta do vaporetto, ver Veneza do alto do Campanário de S. Marcos ou, ainda melhor, o Campanário de S. Giorgio.

Piazza di San Marco
Ao longo dos séculos, a Piazza di San Marco testemunhou cortejos, procissões, actividades políticas e festejos de Carnaval. Situam-se aí os mais imponentes monumentos históricos de Veneza.

Basílica di San Marco
Esta é a mais famosa Basílica de Veneza e combina os estilos arquitectónicos e decorativos do Ocidente e do Oriente, sendo considerado um dos mais belos edifícios da Europa. Foi construída segundo um plano em cruz grega e coroada com cinco cúpulas, sendo a terceira igreja erigida neste local.

Palazzo Ducale
Fundado no séc. IX, era a residência oficial dos governadores de Veneza (os doges). Uma obra-prima gótica, em que as massas arquitecturais foram invertidas: os grandes volumes do palácio, em mármore-rosa, estão colocados em cima de loggias e arcadas em pedra branca istriana de tratamento refinado.

Campanile
Foi aqui, no cimo do Campanile di San Marco, que Galileu Galilei apresentou o seu telescópio ao doge Leonardo Donà, em 1609. A primeira torre, construída em 1173, foi usada durante muitos anos como farol, para guiar os navegadores da laguna.

Ponte dos Suspiros
Datada de 1600, esta ponte faz a passagem entre o Palazzo Ducale (e respectivas salas de tortura do tempo da Inquisição) para a prisão, do outro lado do canal. Deve o seu nome aos suspiros que os prisioneiros soltavam, depois de julgados e a caminho da cela.

Santi Geovanni e Paolo
A igreja de Santi Geovanni e Paolo foi erguida pelos dominicanos entre 1240 e 1430, e ficou mais conhecida como San Zanipolo, rivalizando com Frari na conquista do título de Maior Igreja Gótica de Veneza. No seu interior estão os túmulos de 25 doges, alguns deles são verdadeiras obras de arte executadas por grandes escultores, nomeadamente da família Lombardo.

Burano
Esta é a ilha mais animada de toda a Laguna, reconhecida à distância pela inclinação da torre da sua igreja. Burano é densamente povoada, tem canais com casas coloridas e a principal via de comunicação é a Via Baldassare Galuppi. Tem quiosques de venda de linho e rendas tradicionais, assim como trattorias ao ar livre, que servem peixe fresco.

Murano
É constituído por um aglomerado de pequenas ilhas, centro da indústria vidreira desde o séc. XIII. Algumas das casas construídas sobre a água datam deste período, depois dos moradores terem abandonado a cidade, por causa dos riscos de incêndio e dos desagradáveis cheiros de fumo que se faziam sentir.

Torcello
Esta ilha tem o mais antigo edifício da Laguna, a Catedral de Santa Maria dell'Assunta, erigida em 639, com magníficos mosaicos antigos. O assoreamento dos canais e a malária determinaram o declínio da ilha, que antes tinha uma população de mais de 20 mil habitantes.

Gôndolas
Estas embarcações são perfeitamente adaptadas à navegação nos canais estreitos e pouco profundos. Têm uma linha esguia e um fundo plano, e fazem parte do quotidiano veneziano desde o século XI. Uma leve curvatura para a esquerda na proa compensa a força que o barqueiro exerce sobre o remo, impedindo que a embarcação gire sobre si mesma.

Santa Maria della Salute
Mais de um milhão de pilares de madeira suportam o peso desta majestosa igreja barroca, um dos mais imponentes marcos arquitectónicos de Veneza. Baldassare Longhena iniciou a construção deste edifício em 1630 e nele trabalhou até ao dia da sua morte; os trabalhos ficaram concluídos cinco anos depois, em 1687. No seu interior, podem ser admiradas obras de Tintoretto, Giusto Le Corte e Ticiano.

Rialto
Esta é uma das primeiras zonas habitadas de Veneza. Inicialmente, foi uma zona bancária, mais tarde tornou‑se mercantil e, ainda hoje, possui diversos mercados, como o de fruta e legumes e o de peixe. Em 1588, depois de uma derrocada das estruturas de madeira, foi construída uma ponte em pedra sólida que, terminada em 1591, se tornou o único meio de atravessar o Grande Canal até 1854, quando foi construída a ponte da Accademia.

Madonna Dell'Orto
Igreja gótica, fundada em meados do séc. XIV e consagrada a S. Cristóvão, para proteger os marinheiros que transportavam passageiros até ao norte da laguna. No século seguinte, foi descoberta numa horta próxima (orto) uma estátua da Virgem Maria que, dizia-se, tinha poderes milagrosos; desde aí, a consagração foi alterada e a igreja reconstruída no início do séc. XV. É aqui que estão os restos mortais de Tintoretto e dos seus filhos, e onde podem ser admiradas algumas das suas obras mais representativas.

Santa Maria dei Miracoli
Escondida num labirinto de vielas e canais, esta pequena igreja é uma obra-prima da arquitectura do início do Renascimento, sendo a igreja preferida dos venezianos para celebrarem os seus casamentos. O seu interior é decorado com mármore rosa, branco e cinzento, magnífico quando iluminado pelos raios solares. No tecto, abobadado, existem 50 retratos de santos e profetas. Podem ser admiradas obras de Nicolò Pietro, Giorgio Lascaris e Tullio Lombardo, entre outros.

Scuola Grande di San Rocco
Começou por ser uma confraria de caridade, fundada em honra de São Roque, mas rapidamente a Scuola se tornou uma das mais ricas de Veneza. Em 1564, os seus membros decidiram encarregar Tintoretto da decoração das paredes e do tecto desta igreja majestosa. Aqui se encontra a mais maravilhosa das suas obras‑primas, a Crucificação, de 1565.

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O famosíssimo Caffè Florian reclama o título de primeiro café da Europa. Em dias de sol, a esplanada proporciona visões espantosas...

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Esta é a mais antiga osteria de Veneza. Situada na zona de Rialto, abriu portas em 1462. Fileiras de panelas de cobre estão penduradas...

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Informações

Documentos: Basta levar o Cartão de Cidadão/Bilhete de Identidade e convém também levar o Cartão Europeu de Seguro de Doença.

Moeda: Euro

Idioma: Italiano

Diferença horária: Fuso horário padrão: UTC/GMT +1 hora

Clima

O clima de Veneza, como o do vale do rio Pó, tende para o regime continental, e pode ter Invernos rigorosos e Verões quentes. A chuva pode atingir o valor máximo no Verão, com tempestades.

Compras

Difícil vai ser resistir à tentação de comprar tudo: o artesanato riquíssimo, as esplendorosas máscaras do Carnaval veneziano e os cristais de Murano.

--> Texto: Luís Peniche (luis.peniche@impala.pt) | Fotos: Arquivo Impala, Wiki Commons e Flickr
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