página anterior
página seguinte

Nápoles é a capital da região da Campânia, conhecida por ser rica
em História, artes, cultura, arquitectura, música e gastronomia.
Há mais de 2800 anos que desempenha um importante papel na
península italiana. Situada na costa oeste de Itália, está no meio
de duas importantes áreas vulcânicas: o monte Vesúvio
e Campi Flegrei, o supervulcão adormecido no
golfo de Pozzuoli.

Nápoles é caótica! Nesta região reina a pobreza, o crime organizado e o desemprego. Porém, a mesma também apresenta o reverso da medalha: paisagens magníficas, uma gastronomia de se lhe tirar o chapéu e História e cultura a rodos!

À beira de uma bela baía, tem o Vesúvio ao lado e as bonitas ilhas de Capri, Ischia e Procida à frente. Pompeia e Herculano, ensombradas pelo vulcão que as destruiu, apresentam das mais belas ruínas romanas de toda a Itália.

Durante inúmeros séculos, Nápoles dominou todo o território do sul de Itália. A História da região da Campânia está associada aos Etruscos e Gregos, civilizações testemunhadas pelas gigantescas ruínas de Paestum.

Fundada no século IX a.C., como uma colónia da Grécia Antiga, é uma das mais velhas cidades de todo o Mundo. Como um microcosmos da História europeia, Nápoles viu surgirem e desaparecerem diversas civilizações, cada qual deixando vestígios na sua herança artística e arquitectónica.

O centro histórico de Nápoles é dos maiores da Europa, em termos de área: 1700 hectares, classificados pela Unesco como Património Mundial. Ao longo da História, foi a capital de ducados, reinos e de um império, assim como um importantíssimo centro cultural, especialmente durante o período da Renascença e do século XVII ao XIX.

De 1282 a 1816, foi a capital do Reino de Nápoles; após essa data, uniu-se à Sicília, tornando-se a capital das Duas Sicílias, até à unificação da Itália, em 1861.

Nos seus limites administrativos, Nápoles possui cerca de um milhão de habitantes,
sendo considerada a cidade mais densamente povoada de Itália.

Foi duramente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial;
profundamente reconstruída, prepara-se para albergar o Fórum
Universal de Culturas já em 2013.

Esta cidade é também sinónimo popular de piza,
iguaria que teve aí a sua origem, e de música
romântica, pois foi aqui que o bandolim
e um tipo muito característico de melodia
tiveram a sua maior expansão.

O que visitar em Nápoles

Duomo
Duomo

Consagrado a São Genaro, o Duomo de Nápoles foi construído entre 1294 e 1323, mas a sua fachada é quase totalmente datada do século XIX. A nave central é delimitada por antigas colunas, sobressaindo diversos monumentos evocativos de antigos governadores e pinturas de Lanfranco e Domenichino. Aqui repousam as relíquias de São Genaro, o protector da cidade e mártir no ano 305: a sua cabeça, num busto de prata dourada, e também pequenos recipientes com o seu sangue congelado (que se liquefaz milagrosamente três vezes durante o ano). O túmulo do santo está colocado na capela Carafa, construída de 1497 a 1506.

Monte della Misericordia
Monte della Misericordia

Nesta igreja octogonal, datada do século XVII, está uma das obras mais importantes de Caravaggio, Sete Obras de Misericordia (1607). Na sua galeria de arte encontram-se, ainda, obras de Luca Giordano e de Mattia Preti.

Sansevero
Sansevero

Pequena capela do século XVI que serve de sepulcro aos príncipes de Sangro di Sansevero. Com simbolismo cristão e maçónico, abriga notáveis esculturas do séculos XVIII, como A Modéstia, de Antonio Corradini, A Ressurreição do Príncipe, de artista desconhecido, ou O Cristo Morto, de Giuseppe Sanmartino, uma figura em alabastro sob um véu de mármore. Na cripta podem, também, ser vistos os resultados de alguns dos estudos do príncipe Raimundo, um alquimista do século XVIII, que realizou terríveis experiências em seres humanos, devido às quais foi excomungado.

San Lorenzo Maggiore
San Lorenzo Maggiore

Construída durante o reinado de Roberto de Anjou, no século XIV, possui uma nave e uma abside ambulatória caracterizadas pela simplicidade gótica. Nesta igreja estão albergados alguns túmulos medievais, de onde se destaca o sepulcro de Catarina da Áustria, falecida em 1323, da autoria de um aluno de Giovanni Pisano.

Santa Chiara
Santa Chiara

Fortemente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, esta igreja do século XIV revelou, durante a sua reconstrução, uma estrutura provençal-gótica. Aqui estão os túmulos dos monarcas angevinos: Roberto, o Sábio (1343), e Roberto Carlos de Calábria (1328) e da sua esposa, Maria de Valois (1331).

Gesù Nuovo
Gesù Nuovo

Igreja jesuíta do século XVI, originalmente construída por Valeriano e continuada por Fanzago e Fuga. A decoração interior apela mais ao fervor colectivo do que ao recolhimento, usando mármore de várias cores e algumas pinturas de Ribera. A actual cúpula data do século XVIII, pois a original desabou em 1688, durante um terramoto.

Museo Archeologico Nazionale
Museo Archeologico

Um dos mais importantes museus mundiais, situado num antigo quartel militar e ex-universidade. Em 1790, foi remodelado para receber os tesouros de Pompeia e Herculano; abriga também as colecções Farnese, que incluem as esculturas clássicas que Carlos de Bourbon herdou de sua mãe, Isabel.

Castel Nuovo
Castel Nuovo

Fortaleza angevina, construída para Carlos de Anjou no século XIII. Exceptuando as torres e a Cappella Palatina, a maior parte da estrutura da antiga residência real é aragonesa. Na Sala dei Baroni, Fernando I de Aragão eliminou brutalmente os líderes da Revolta dos Barões, em 1486. O edifício é parcialmente ocupado pelo Museo Civico.

Galleria Umberto I
Galleria Umberto I

Construída em 1887, as suas arcadas foram reconstruídas após a Segunda Guerra Mundial. À frente, está situado o Teatro San Carlo, a maior sala de ópera de Itália. Erigido para Carlos de Bourbón, em 1737, o interior tem um luxuoso auditório, que chegou a provocar grande inveja nas cortes europeias.

Palazzo Reale
Palazzo Reale

O Palazzo Reale de Nápoles é um magnífico edifício, com sumptuosos corredores, decorados com móveis, tapeçarias, pinturas e porcelanas, construído em 1600, por Domenico Fontana, para os vice-reis espanhóis. Actualmente, o edifício é quase todo ocupado pela Biblioteca Nazionale. A Piazza del Plebiscito é inteiramente reservada aos peões e, em frente, fica San Francesco di Paola, igreja do século XIX, que evoca o Panteon de Roma.

Castel dell’Ovo
Castel dell’Ovo

Iniciado em 1154, o castelo ocupa uma pequena ilha, onde funcionava o mercado de marisco de Nápoles. Foi residência real, mas agora pertence ao Exército italiano. Por baixo das muralhas abundam restaurantes.

Pompeia
Pompeia

No ano 79, o Vesúvio entrou repentinamente em erupção e destruiu a cidade de Pompeia, cobrindo-a com um manto de lava e cinzas. No século XVII foi redescoberta a cidade e as escavações começaram em 1748, revelando uma cidade assombrosa, esquecida no tempo, com inúmeros edifícios profusamente decorados e ornamentados com pinturas e esculturas.
Aqui, podem ser visitadas a Casa do Fauno, uma vila que pertencia ao patrício Casi e ornamentada com uma estatueta de bronze de um fauno. Também o mosaico representativo da Batalha de Alexandre o Grande, actualmente em exposição no Museo Archeologico Nazionale, pertencia a esta casa. Outros motivos de interesse são o Sacrário de Lares (em frente do Fórum e do Templo de Vespasiano), a Casa dos Vetti (parcialmente reconstruída, com frescos admiráveis), o Macellum (a praça do mercado da cidade), a Via dell’Abondanza (uma das mais originais e importantes estradas de Pompeia, ladeada de estalagens) ou a Padaria de Modesto (onde foram encontrados pães carbonizados).

Guia do Viajante

ver mapa maior

palermo

onde dormir

Hotel Royal Continental
Via Partenope, 38/44, Lungomare Caracciolo
Aproveite as deslumbrantes vistas do mar da baía de Nápoles e do Castel dell’Ovo, desde esta unidade hoteleira de quatro estrelas com localização imbatível na avenida marítima.

Hotel Piazza Bellini
Via S.M. Di Costantinopoli, 101, Centro Storico
Se quiser experimentar a verdadeira cidade de Nápoles, deve permanecer no Centro Storico. O Hotel Piazza Bellini oferece acomodações confortáveis na praça homónima, com uma animação única.

Grand Hotel Oriente
Via Armando Diaz, 44, Centro Storico
O Grand Hotel Oriente está situado no coração de Nápoles e dispõe de quartos espaçosos, com acesso wi-fi gratuito. A Basilica e o Museo de Santa Chiara ficam a dez minutos a pé.

H2C Hotel Napoli
Via Nuova Marina, 8, Centro Storico
O H2C Hotel Napoli repousa na baía de Nápoles, com uma vista maravilhosa para o golfo e o Vesúvio. O hotel está situado num edifício de 1930 completamente renovado.

Costantinopoli 104
Via S. Maria Di Costantinopoli, 104, Centro Storico
Um oásis de paz na velha e movimentada cidade de Nápoles, o Costaninopoli 104 é uma remodelada moradia do século XIX com os seus próprios jardins e piscina, localizado próximo do Museo Archeologico Nazionale.

Best Western Hotel Paradiso
Via Catullo 11, Posillipo
O Hotel Paradiso oferece uma inesquecível vista sobre a baía de Nápoles e oVesúvio, a partir da sua localização na Colina Posillipo.

UNA Hotel Napoli
Piazza Garibaldi, 9/10, Centro Storico

Best Western Hotel Plaza
Piazza Principe Umberto, 23, Centro Storico



La Ciliegina Lifestyle Hotel
Via Paolo Emilio Imbriani, 30, Plebiscito

Grand Hotel Santa Lucia
Via Partenope, 46, Lungomare Caracciolo

Albergo Palazzo Decumani
Piazza Giustino Fortunato, 8, Centro Storico

San Francesco al Monte
Corso Vittorio Emanuele, 328, Vomero

Grand Hotel Vesuvio
Via Partenope, 45, Chiaia

Hotel Napolit’amo
Via San Tommaso D’Aquino, 15, Centro Storico

Starhotels Terminus
Piazza Garibaldi, 91, Stazione Centrale

Europa Grand Hotel & Restaurant - Sea Hotels
Corso Meridionale, 14, Stazione Centrale

Hotel Cavour
Piazza Garibaldi, 32, Stazione Centrale

Hotel Ideal
Piazza Garibaldi, 99, Stazione Centrale

Hotel Clarean
Piazza Garibaldi, 49, Stazione Centrale

Ramada Naples
Via Galileo Ferraris, 40, Stazione Centrale

Hotel Vergilius Billia
Via G. Pica, 2 - 16, Stazione Centrale

B&B Firenze32
Via Firenze, 32, Stazione Centrale

Holiday Inn Naples
Centro Direzionale Isola E, 6, Stazione Centrale

Bed & Breakfast Napoli Centrale
Piazza G. Garibaldi, 26, Stazione Centrale

Hotel Iris
Via Bologna, 14, Stazione Centrale

Hotel Tourist
Via Silvio Spaventa, Stazione Centrale

Hotel San Giorgio
Via Alessandro Poerio, 9, Stazione Centrale

Hotel Eden
Corso Novara, 9, Stazione Centrale

onde comer

California
Via San Lucia, 101
Cozinha mediterrânica

Bar Bosch
Plaça Rei Joan Carles
Partos fortes são bem apresentados, tais como spaghetti alla carbonara e o bucatini amatriciana, assim como sanduíches de estilo americano.

Al Canterbury
Via Ascenzione a Chiaia, 6
Boa comida e ambiente agradável;destaca-se salmão marinado, beringelas parmigiana e queijo mascarpone polvilhado com chocolate em pó.

Il Pozzo Arcigola Slow Food
Via F. Magnoni, 18b
Num edifício do século XVII, situado num jardim de um antigo mosteiro, este restaurante propõeomida tradicional, com produtos locais.

La Chiacchierata
Piazzetta Matilde Serao, 37
Trattoria tradicional e popular. Entre as especialidades napolitanas, encontram-se a orecchiette (massa em forma de orelha) com grão de bico e o polvo.

Ristorante Pizzeria Da Donato
Via San Cosmo Fuori Porta Nolana, 26/28

Da Attilio
Via Pignasecca, 17

Sorbillo
Via dei Tribunali, 32

Pizzeria Starita
Via Materdei, 27

L’Antica Pizzeria Da Michele
Cesare Sersale, 1/3

Locanda ‘Ntretella
Salita Sant’Anna di Palazzo, 25, Traversa Via Chiaia

La Sfogliatella Mary
Via Toledo, 66

Antica Pizzeria Prigiobbo
Via Portacarrese Montecalvario, 96

Trattoria da Nennella
Vicolo Lungo Teatro Nuovo, Quartieri Spagnoli

Informações

Documentos:
Basta levar o cartão de cidadão/bilhete de identidade; convém, também, levar o cartão europeu de seguro de doença.

Moeda: Euro

Idioma: Italiano

Diferença horária:
UTC/GMT + 1 hora

Clima

Nápoles tem um clima tipicamente mediterrânico, com Invernos moderados e chuvosos e Verões quentes e secos, porém sempre refrescados pela brisa marítima que raramente falta no seu golfo. O sol brilha, em média, 250 dias por ano. A classificação climática das comunas italianas insere a cidade na zona climática C. A particular conformação morfológica do território leva a que a cidade apresente diferentes microclimas, com a possibilidade de encontrar variações atmosféricas significativas, movimentando-se apenas poucos quilómetros.

Texto: Luís Peniche (luis.peniche@impala.pt) | Fotos: Arquivo Impala e Flickr
edição 2 a próxima viagem