Almeirim é a terra da sopa da pedra, do bom vinho e dos palacetes

Almeirim é a terra da sopa da pedra, do bom vinho e dos palacetes

Almeirim é a terra da sopa da pedra, do bom vinho e dos palacetes

Artigo de André Cruz Martins

Sopa na pedra é certamente o que a maior parte das pessoas associa imediatamente a Almeirim. No entanto, para além desse manjar dos deuses, que é uma autêntica refeição, há muito mais para ver e explorar nesta cidade ribatejana. O vinho também tem grande importância na região e várias Quintas e adegas estão abertas a visitas. E no centro da cidade não faltam edifícios com grande valor arquitetónico. Aceite as nossas sugestões e tenha um dia muito bem passado em Almeirim.

Sopa da pedra e outras delícias gastronómicas

Qualquer restaurante que queira ter sucesso em Almeirim tem de servir a famosa sopa na pedra. Um prato bem pesado, que leva carne, batatas, feijão, chouriço e toucinho. A sopa na pedra é uma verdadeira instituição na cidade e todos os anos, no final de agosto, realiza-se um festival gastronómico a ela dedicada.

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Para além da sopa da pedra, os restaurantes locais servem carnes bravas e enchidos, mas também peixes de rio. O Minhoto, O Forno e A Galinha são três excelentes opções de restaurantes de comida tradicional portuguesa. Já a Marisqueira Paulos é indicada se lhe estiver a apetecer marisco e peixe fresco.

A rota do vinho

Almeirim é também terra de bom vinho, o que se explica por ter excelentes condições geográficas e climatéricas para a produção do mesmo. As castas tradicionalmente mais adequadas são Arinto, Fernão Pires, Tália e Trincadeira das Pratas para os brancos e Periquita e Trincadeira Preta para os tintos e rosados. A denominação DOC abrange os vinhos brancos, tintos, rosés (Vinhos Regionais Ribatejanos), licorosos (VLQPRD) e espumantes (VEQPRD).

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Na região existem várias adegas e casas agrícolas onde se pode realizar provas de vinhos. Por exemplo na Adega Cooperativa de Almeirim, na Falua e na Fiúza & Bright. Mas a mais famosa será muito possivelmente a Quinta da Alorna. A história desta Quinta remonta ao século XVIII, quando tinha o nome de Quinta de Vale de Nabais.

Numa experiência para grupos (mínimo de seis pessoas), é possível fazer uma visita guiada pela Quinta e conhecer a adega, o exterior do Palácio da Quinta, datado de 1723, e o centro equestre. Após a visita, na loja, irá degustar três vinhos regionais Quinta da Alorna, onde também encontrará todos os vinhos, desde as últimas colheitas até aos vinhos menos comuns. Existem também produtos regionais como mel, compotas, azeite, bolachas e enchidos.

Os palacetes e a Igreja Matriz

Almeirim foi em tempos um dos locais preferidos dos reis da dinastia de Avis, devido à abundância de caça. Hoje em dia ainda é possível observar algumas casas senhoriais e pequenos palacetes, como o já referido Palácio da Quinta da Alorna, o Palácio do Casal Branco da Quinta de Santa Marta e o Pórtico de Paço dos Negros. Este último fica na localidade de Raposa, a 13 quilómetros do centro de Almeirim. Trata-se dos restos do Paço refeito por D. Manuel I, no século XVI. Ainda existe uma portada que daria acesso ao pátio, coroada por seis merlões manuelinos. O arco é coroado pelo escudo real.

Outro edifício histórico relevante é a Igreja Matriz de Almeirim, construída em meados do século XVI. No seu interior, podemos contemplar uma notável imagem do Senhor Jesus dos Passos. Apesar de ser simples, com uma única nave, possui indiscutível beleza. Para passear, uma das zonas mais aprazíveis é o Parque Público, com muitas árvores e fontes.

Percorra a galeria e veja mais fotos de Almeirim.

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