Idanha-a-Nova, a vila dos palacetes ainda preserva uma tradição ancestral

Idanha-a-Nova, a vila dos palacetes ainda preserva uma tradição ancestral

Idanha-a-Nova, a vila dos palacetes ainda preserva uma tradição ancestral

Artigo de André Cruz Martins

Idanha-a-Nova é uma bonita vila no concelho de Castelo Branco, erguendo-se num cabeço, aos pés do qual corre o rio Pônsul. Nesta localidade, o antigo e o moderno coabitam de forma harmoniosa. Há construções históricas muito bem preservadas, mas também centros culturais, um excelente complexo de piscinas e a Escola Superior de Gestão de Idanha. Fique a par do melhor para ver e explorar num destino que o vai deixar surpreendido.

O castelo e igreja matriz

Idanha-a-Nova teve a sua origem num castelo erguido em 1187, por ordem de Gualdim Pais. Apesar de estar em ruínas, continua a ser um dos marcos da vila. A sua construção foi obra dos Cavaleiros da Ordem dos Templários. Tem uma estrutura semelhante às de outros castelos dos templários, como Almourol, Monsanto, Pombal, Tomar e Zêzere. Do seu topo é possível observar uma vista fantástica.

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A igreja matriz é outro ponto turístico incontornável. É um templo medieval reconstruído no século XVI no estilo renascentista. A exceção é a capela-mor, que possui clara influência gótica. Tenha em atenção o altar em talha dourada da capela-mor. Nas imediações surge a Torre Sineira que se presume tenha sido construída com pedra do castelo.

Os palacetes majestosos

Enquanto caminha pelas ruas de Idanha-a-Nova, é impossível não reparar nos palacetes majestosos. Nomeadamente no Solar dos Marqueses da Graciosa, mandado construir em 1458 por Afonso Giraldes, fidalgo da casa real do rei D. Afonso V. Outra construção que merece realce é o Palacete das Palmeiras, datado de 1900 e que fica zona mais central da vila. É um antigo solar que serviu como residência de uma família de nobres e a partir do início da década de 1990 passou a acolher a Escola Superior de Gestão. Nas imediações fica o edifício da Câmara Municipal, construído em finais de 1950.

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O concelho de Idanha-a-Nova modernizou-se nas últimas décadas. Isso é demonstrado pelas quatro piscinas municipais que foram construídas. Uma fica na vila e as outras em três localidades próximas: Ladoeiro, Termas de Monfortinho e Zebreira.

O fabrico do adufe e uma romaria

O fabrico do adufe (pandeiro de origem árabe) é uma tradição ancestral que continua a ser preservada em Idanha-a-Nova. Trata-se de um instrumento musical feito em pele de ovelha, com uma armação de madeira. É produzido pelos artesãos locais no Centro de Artes e Ofícios.

Tem uma sonoridade inconfundível que se ouve todos os anos na Romaria da Senhora do Almortão. Esta é a maior e mais antiga romaria da Beira Baixa, tendo-se iniciado no século XIII. Ocorre na terceira segunda-feira depois da Páscoa e a 15 de Agosto. O Santuário da Senhora do Almortão fica a 7 quilómetros de Idanha-a-Nova e existem referências ao mesmo desde 1228.

Percorra a galeria e veja mais imagens de Idanha-a-Nova.

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