Um roteiro perfeito de 3 dias pelo Minho

Um roteiro perfeito de 3 dias pelo Minho

Um roteiro perfeito de 3 dias pelo Minho

Artigo de André Cruz Martins

Aproxima-se um fim de semana alargado e ainda não escolheu o seu destino de férias? Siga o nosso conselho e parta à descoberta do Minho, numa viagem fantástica de três dias, com muito para ver e experienciar. Explore o Parque Nacional da Peneda-Gerês, sem dúvida uma das zonas mais bonitas do nosso país. Visite a vibrante cidade de Braga e a histórica Guimarães, berço de Portugal. E conheça a pitoresca vila de Ponte de Lima. Escolhemos ainda dois alojamentos fantásticos onde poderá retemperar forças com todo o conforto.

  • Um roteiro perfeito de 3 dias por terras minhotas
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Dia 1: Parque Nacional da Peneda-Gerês

Tente chegar o mais cedo possível ao Parque Nacional da Peneda-Gerês. À chegada, vai ficar deslumbrado com a vegetação luxuriante. Para onde quer que o seu olhar se dirija, vai ver muito verde. Os terrenos são montanhosos e atravessados por rios, riachos e cascatas, proporcionando excelentes caminhadas. E não faltam locais para a prática de atividades como o canyonning ou a canoagem. Poderá ainda admirar castelos medievais, mosteiros e santuários. E quem sabe se não irá cruzar-se com espécies de animais como o corço e o lobo ibérico.

A aldeia histórica de Castro Laboreiro

Visite a histórica aldeia de Castro Laboreiro, onde poderá admirar monumentos megalíticos. Destacam-se o Castelo de Castro Laboreiro, classificado como monumento nacional, as pontes e igrejas medievais e os moinhos.
Um monumento que não deve perder é o majestoso Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, na freguesia de Gavieira.

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Foi construído no fim do século XVIII e aqui existiu uma pequena ermida a lembrar a aparição da Senhora da Peneda, cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário. Desloque-se à aldeia do Sistelo e visite o seu castelo. Foi edificado no século XIX pelo primeiro Visconde de Sistelo, Manuel Gonçalves Roque. É constituído por um palácio de planta retangular com duas torres com ameias e o piso superior serve de varanda aberta com quatro colunas.

Comida minhota para retemperar forças

À hora do almoço, delicie-se com os pratos tradicionais de comida minhota do restaurante O Abocanhado, na aldeia de Brufe. A vitela barrosã e o cabrito assado são as estrelas da casa. Depois, parta para o Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situada numa das vertentes da serra da Peneda. De notar a existência de vários conjuntos de espigueiros que nos dias de hoje ainda são usados para secar o milho.

Dê um passeio pela fantástica Mata da Albergaria, enquanto observa a fauna e flora abundantes. Por fim, não poderíamos deixar de fazer referência à Cascata do Arado, no coração do Parque Nacional Peneda-Gerês. Situa-se a uma altitude de 900 metros e quem quiser pode banhar-se lá, embora a água seja sempre fria. Depois de um dia cansativo, vai necessitar de um bom local para descansar. Sugerimos o Hotel Carvalho Araújo, de 4 estrelas, situado no centro da vila termal e com vista magnífica para a montanha.

Dia 2: Braga é o próximo destino

Acorde cedo e parta para Braga, a maior cidade do Minho e que desde sempre se assumiu como um centro territorial de grande importância a nível histórico, social e religioso. Hoje em dia, distingue-se pelo empreendedorismo e por ser uma das cidades com população mais jovem em Portugal. Em Braga não faltam igrejas, mas a principal é a Sé. É considerada a catedral mais antiga de Portugal. Foi construída no século XI e apresenta uma mistura entre os estilos românico, gótico e barroco. Está classificada como Monumento Nacional.

Dois Santuários imperdíveis

Outro local que atesta a importância religiosa de Braga é o Santuário do Bom Jesus. Possui o funicular mais antigo do mundo, escadas intermináveis, fontes e estátuas barrocas. Depois de uma grande subida através do Escadório das Virtudes, chega-se ao Largo do Pelicano, onde se encontra um lindo jardim barroco. De seguida, encontramos o Adro do Bom Jesus, local onde se encontra a famosa basílica, com design de linhas simples e superfícies lisas, em conformidade com o estilo neoclássico.

A cinco quilómetros do Santuário do Bom Jesus fica o Santuário do Sameiro, implantado a cerca de 600 metros de altura. Colocado sobre os vales dos rios Ave e Cávado, permite uma fantástica vista sobre Braga. Está rodeado por um magnífico parque, com jardins, fontes e capela.

Passeio pelo centro histórico

Braga tem um centro com muita vida, cheio de cafés, restaurantes e lojas. A Rua do Souto e a Rua D. Diogo de Sousa são o seu eixo pedonal mais importante. Aconselhamos uma passagem pelo Palácio dos Biscaínhos. Este edifício histórico foi transformado em museu em 1978 e apresenta uma exposição permanente com coleções de mobiliário, ourivesaria, escultura, azulejaria e pintura.

Onde comer e dormir

Para degustar uma excelente refeição em Braga, sugerimos o Augusta, Entre os seus pratos está cabrito assado, costeletão de boi de vazio, bacalhau à Augusta e vitela laminada com legumes e batata a murro. Uma excelente opção para pernoitar em Braga é o Hotel Bracara Augusta, no centro da cidade. Construído num antigo edifício de grande valor histórico, conservou algumas das marcas originais, mas aliando elementos modernos.. Tudo num ambiente de grande conforto.

Parta para Guimarães

Depois de acordar e tomar um bom pequeno-almoço, ponha-se a caminho de Guimarães, o berço de Portugal e que fica a 25 quilómetros de Braga. Foi aí que ficou estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e pelo seu filho D. Afonso Henriques, que viria a ser o primeiro Rei de Portugal.

Uma estátua de D. Afonso Henriques está situada junto do Paço dos Duques de Bragança, nas imediações do castelo. Este monumento em bronze foi construído em 1888 e a idéia da sua construção partiu de um grupo de portugueses, residentes no Rio de Janeiro . Ao estádio de futebol do Vitória Sport Clube, o principal clube da terra, também foi dado o nome de D. Afonso Henriques.

A zona do castelo

Guimarães pode ser conhecida andando a pé, com exceção da zona do castelo, que como é natural fica no mais alto da cidade. Mesmo em frente do castelo encontra-se a pequena igreja de São Miguel do Castelo, local onde supostamente D. Afonso foi batizado. O chão na igreja é formado por tumbas dos heróis da Reconquista. Basta caminhar mais um pouco e chegará ao Paço dos Duques de Bragança, uma majestosa casa senhorial construída em 1420. Foi mandada edificar por D. Afonso, futuro Duque de Bragança, filho bastardo do Rei D. João I, e serviu-lhe de residência e à sua segunda mulher, D.Constança de Noronha. Está aberto a visitas.

Os largos centenários

O coração da cidade é o Largo do Toural, local de concentração de cafés, lojas e oferta hoteleira. E no Largo do Brasil encontra-se um lindo jardim e a igreja de São Guálter, a mais imponente da cidade. Já os Largos de Oliveira e Santiago estão rodeados por edifícios centenários. Destaca-se o Padrão do Salado, que comemora a vitória na batalha com o mesmo nome e a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. Para almoçar em Guimarães, recomendamos o restaurante Histórico by Papaboa. Situa-se no centro histórico, num antigo palacete do séc. XVII e aqui poderá comer típica comida minhota.

Ponte de Lima, o seu último destino

Com forças retemperadas, é altura de dirigir-se para a vila de Ponte de Lima, o seu último destino em terras minhotas. O seu ex-libris, que conjuntamente com o rio que banha a vila, deu o nome à localidade, é a sua ponte. São na verdade duas pontes: um troço medieval, de maior dimensão, que tem início na margem esquerda e se estende até à Igreja de Santo António da Torre Velha e a passa ainda em dois arcos. Depois, o troço que resta da ponte romana.

É muito provável que a ponte romana date do século I, uma vez que foi nessa época que se procedeu à abertura do trajeto de uma das vias militares do antigo “Conventus Bracaraugustanus”, que ligava Braga a Astorga, mandada abrir pelo Imperador Augusto.

A zona nobre da vila

O Largo de Camões é considerado pelos habitantes locais a zona mais nobre e a sala de visitas da vila. Criado com a demolição da muralha, foi assim denominado na comemoração do III Centenário do poeta Luís de Camões, no ano de 1880. É neste largo que fica um imponente Chafariz, que ficou concluído em 1603. Para descansar, nada melhor do que os Campos do Arnado, zona arborizada de grandes dimensões.

O museu mais conhecido em Ponte de Lima é o do Brinquedo Português, instalado na Casa do Arnado, junto à ponte romana, na margem direita do Rio Lima. A exposição permanente leva-nos numa viagem pelos fabricantes portugueses, desde os finais do século XIX até 1986. Depois, o percurso passa pelo jardim, pela Sala das Brincadeiras, pela Oficina do Brinquedo e por uma sala de exposições temporárias. Na loja, os visitantes poderão encontrar verdadeiras raridades e comprar brinquedos antigos.

Referência ainda para a Ecovia do Lima, que tem dezenas de quilómetros, em vários troços, distribuídos por ambas as margens do Rio Lima. Pode ser percorrida a pé ou de bicicleta, algo que será certamente mais indicado se ficar nesta bela vila por mais do que uma tarde.

Percorra a galeria e veja as fotos de algumas das melhores paisagens do Minho.

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