Há três portugueses entre os 20 castelos mais impressionantes da Europa

Há três portugueses entre os 20 castelos mais impressionantes da Europa

Há três portugueses entre os 20 castelos mais impressionantes da Europa

Artigo de Redação 04-11-2020

04-11-2020


A Europa está cheia de castelos de todos os tipos. Há uns quase arruinados e outros em perfeitas condições que são habitados ou poderiam ser. Há castelos à beira do mar ou sobre grandes rios e lagos; outros levantam-se em planícies deslumbrantes ou em penhascos vertiginosos. Naturalmente, já perderam o caráter defensivo que tinham e até mesmo o residencial, mas o que eles sempre mantêm é o seu valor artístico, histórico e lendário. Há muitos deles por toda a Europa e a escolha dos mais atrativos é difícil de fazer, por isso o potente motor de busca de voos e hotéis Jetcost pediu aos seus usuários que selecionassem quais os que lhe pareceram mais deslumbrantes por distintos motivos. Limitaram-se a 20, embora pudesse ter havido muitos mais e entres eles, 3 estão em Portugal.

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O Castelo de Óbidos atualmente, faz parte do conjunto de Pousadas de Portugal e foi a primeira e mais luxuosa pousada histórica de Portugal. A Torre de Belém, Património da Unesco e inicialmente construída dentro de água, era o ícone dos exploradores portugueses no regresso à pátria. O Castelo de Guimarães, testemunho histórico da fundação da identidade nacional portuguesa e da língua portuguesa, no século XII, são os três castelos portugueses destacados nesta rigorosa escolha. Estes são os 20 castelos mais surpreendentes escolhidos pelos usuários da Jetcost.pt entre as centenas de toda a Europa:

Castelo de Óbidos (Portugal)

A construção deste castelo mágico remonta à presença romana em Portugal. O castelo de Óbidos tem torres quadradas e em forma de cilindro, enquanto que o calcário e o mármore adicionam uma faceta grandiosa à fachada. É um bom exemplo de uma fortificação bem preservada e o castelo escapou do destino de ser convertido em ruínas, tendo sido transformado num dos pequenos hotéis mais românticos de Portugal. A vila circundante, Óbidos, é conhecida pelas suas paisagens atraentes e vegetação exuberante. Aquele que uma vez garantiu proteção militar no coração de Portugal, agora funciona como hotel e proporciona aos seus hóspedes a oportunidade de viajar no tempo.

Torre de Belém (Portugal)

É sem dúvida um dos ícones de Portugal e da sua capital, Lisboa, graças à sua posição sobre o rio Tejo numa das entradas da cidade é um símbolo fundamental da cidade e como uma lembrança do antigo poder dos portugueses no mar e na terra. Está classificada como Património Mundial. Construída no século XVI, a Torre de Belém foi adornada com os símbolos da casa do rei Manuel I, com a corda grossa que circunda o castelo e termina em elegantes nós e cruzes em diferentes ângulos. A torre tornou-se numa prisão durante a invasão espanhola de Portugal no final do século XVI. O interior merece uma visita para a subida ao último andar, onde o esforço é recompensado pela vista deslumbrante sobre o amplo estuário do Tejo e da parte ocidental da cidade de Lisboa.

Castelo de Guimarães (Portugal)

É considerada a fortaleza medieval mais importante do norte de Portugal. A presença do castelo evoca a mistura de lenda, poesia e heroísmo que envolve os princípios da história nacional. A sua característica mais marcante são os muros construídos em forma de um pentagrama, com oito torres retangulares com ameias. Construído no século X, tornou-se então a residência real oficial do Conde D Henrique, o pai do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. O castelo resistiu à Batalha de São Mamede em 1128, que resultou na vitória de D. Afonso Henriques, o que resultou no início do reino de Portugal independente. Desde então, o castelo é reconhecido como o berço da nação portuguesa e é considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal.

A Alhambra de Granada (Espanha)

Embora a Andaluzia tenha muitos Patrimónios Mundiais, sem dúvida o mais espetacular e visitado – mais de três milhões de pessoas por ano – é de longe a Alhambra, um complexo histórico monumental, difícil de definir entre castelo e palácio. Observar o pôr do sol do miradouro de São Nicolau, permite coincidir com o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, no que considerou ser “o pôr do sol mais bonito do mundo”. Foi construída entre os séculos IX-XII como uma zona militar, mas não só para isso: a Alhambra era um forte, um palácio nasrid e uma medina, tudo ao mesmo tempo, até 1492, quando se tornou uma corte cristã após a reconquista de Granada pelos Reis Católicos. Não perca a Alcazaba, os Palácios Reais, os Jardins Generalife, a charmosa Sala Dourada, o majestoso Salão Comares, o palácio renascentista de Carlos V e o famoso Pátio dos Leões.

Castelo de Edimburgo (Reino Unido)

Premiado com as principais honrarias no British Travel Awards e classificado como a atração turística número 1 de pagamento, na Escócia, o Castelo de Edimburgo tem uma história tão complexa quanto irresistivelmente macabra. Muitas vezes citado como a inspiração para a morada de Macbeth na famosa peça de Shakespeare, o castelo abriga o maior número de visões de fantasmas até hoje, certamente uma atração em si mesmo. Com origens que remontam à Idade do Ferro, o castelo foi erguido como um forte defensivo em 638 para os Celtas. Várias centenas de anos depois, foi reconstruída como residência de Maria, Rainha da Escócia, até ao seu exílio na Inglaterra.

Castelo de Sirmione (Itália)

Destaca-se especialmente pela sua posição única no meio do Lago Garda. Também conhecido como Scaligero em homenagem à poderosa família Scaligeri, que encomendou e governou esta região no início do século XIII. Forma um exemplo espetacular da arquitetura medieval, cuja majestosidade é acentuada pelo seu impressionante entorno. Este castelo, cercado por pontes levadiças, um fosso, torres, muros por onde pode caminhar e de bordo ondulado, apresenta todos os elementos típicos de uma fortaleza da Idade Média. Tem de se ter coragem para subir os 150 degraus que leva à muralha, porque as vistas do lago e Sirmione desde a torre mais alta, realmente valem a pena.

Castelo Bojnice (Eslováquia)

Este castelo está localizado num grande monte de mármore travertino e passou pelas mãos de algumas das famílias húngaras mais poderosas desde o século XI. No século XIX foi condicionado numa versão romântica da Idade Média. A sua poderosa estrutura é complementada por uma paisagem igualmente idílica, que se completa com uma caverna de gotas de água correndo sob o castelo.

Castelo Bellver (Espanha)

Localizado numa colina e com vistas espetaculares, o Castelo de Bellver teve vários usos ao longo da sua história. O rei Jaime II construiu-o como uma residência real em estilo gótico. No século XIX tornou-se numa fábrica de moedas. A sua estrutura destaca-se por ser circular. Possui três torres e uma torre de homenagem que é dividida em quatro andares. Dentro do castelo há um pátio de armas de dois andares que é circular e um pátio construído sobre uma cisterna. No segundo andar há uma capela.

Castelo Chambord (França)

É provavelmente o castelo mais bonito e prestigiado do Loire, cercado por florestas que onde há javalis e veados selvagens. Foi construído no século XVI para o Rei Francisco I e é imediatamente reconhecido por aquela icónica multidão de cúpulas e torres no telhado. O arquiteto original permanece um enigma, mas alega-se que o edifício foi inspirado nos esboços de Leonardo da Vinci, protegido do rei e é um dos melhores edifícios renascentistas da França. Parece claro que Leonardo participou no mais aclamado trabalho interior, uma escada central de hélice dupla que gira graciosamente até três andares e é iluminada desde cima por uma claraboia.

Castelo de Neuschwanstein (Alemanha)

O Castelo de Neuschwanstein, que significa “Cisne de Pedra Nova”, no estado da Baviera foi aberto ao público apenas sete semanas após a morte do rei Luís II em 1886 e, desde então, tornou-se um destino popular com um milhão e meio de visitantes e o edifício mais fotografado da Alemanha. Foi construído numa época em que os castelos e as fortalezas não eram mais estrategicamente necessários, mas sim como um refúgio do mundo exterior. Equipado com canalização e eletricidade de última geração, bem como com aquecimento a vapor central e o primeiro telefone móvel da história (com uma cobertura de seis metros). Na decoração há referências contínuas a lendas e personagens medievais como Tristão e Isolda ou Fernando, o Católico. Diz-se que inspirou o famoso Castelo da Branca de Neve que preside os parques da Disney.

Bran Castle (Romênia)

Embora Bram Stoker nunca tenha visitado a Roménia e o personagem no qual ele inspirou o seu Drácula tenha habitado no castelo, ele sempre foi conhecido como o Castelo do Drácula. No entanto, os visitantes ainda podem passear pelos corredores e pátios, na esperança de dar uma olhada no vampiro imortal. Localizada ao longo da fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, a construção deste castelo emblemático começou em 1212, quando os Cavaleiros Teutónicos ergueram uma fortaleza de madeira destinada a parar o tráfego na entrada da passagem da montanha, que na época era amplamente utilizada pelos comerciantes.

Castel Sant’Angelo (Itália)

É um dos edifícios mais fotografados de Roma, que fica no encontro da antiga capital com a Cidade do Vaticano. Castel Sant’Angelo foi originalmente construído no século II como um mausoléu para o Imperador Adriano e a sua família. Esta construção que mais tarde se tornou numa fortaleza militar, tem o nome de uma lenda que conta que o Arcanjo Miguel apareceu no topo do castelo para deter uma praga que assolava Roma, no ano de 509. O castelo conseguiu sobreviver ao longo dos séculos e abrigou muitas pessoas famosas, incluindo Michelangelo.

Castelo Predjama (Eslovénia)

Localizado no cimo de um penhasco imponente, o misterioso e magnífico Castelo Predjama foi incluído no Guinness como o maior castelo de cavernas do mundo. Devido ao seu entorno, uma série de túneis subterrâneos e paredes tecidas com a estrutura natural da caverna, o local apareceu em inúmeros filmes e documentários de televisão. O castelo serviu como um refúgio para Erazem de Predjama no século XV, um lendário ladrão barão que resistiu ao cerco de um ano e se tornou uma espécie de figura estilo Robin Hood.

Castelo Miramare (Itália)

Conta com a maior parte dos seus móveis e decoração originais. O castelo foi encomendado pelo Arquiduque Ferdinand Maximilian de Habsburgo na segunda metade do século XIX como residência para ele e a sua esposa, Charlotte da Bélgica. Cercado por um parque botânico, com vistas panorâmicas deslumbrantes graças à sua posição num penhasco com vista para o Golfo de Trieste, o castelo é uma deliciosa combinação de estilos medievais, renascentistas e góticos.

Alcazar de Segóvia (Espanha)

Este Património Mundial da UNESCO é um dos castelos palácios mais distintos de toda a Espanha e da Europa. No topo da cidade os seus muros são testemunhas privilegiadas da história de Espanha. Austero, assim como os Reis Castelhanos, elevado na rocha na confluência dos vales de Eresma e Clamores, parece guardar a cidade. A sua bela Torre de Homenagem, muitas vezes comparada com a proa de um barco navegando entre os rios, é de beleza deslumbrante. Os turistas ficam admirados que a fortaleza seja uma parte viva desta cidade castelhana, escolhida como um local de residência por muitos dos monarcas da dinastia Trastâmara. Vale a pena visitar o Salão de Ajimezes com a sua coleção de obras de arte, o Salão dos Reis e a Sala do Trono. Mas tem que de dedicar um tempo a comtemplar o exterior e contemplar o seu perfil espetacular da borda do Eresma.

Castelo de Malbork (Polónia)

Outra das belas fortalezas medievais que parecem encherem a Europa, Malbork foi construída pelos famosos guerreiros da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos como parte da sua conquista, do que é hoje a Polónia. Segundo a Jetcost.pt é o maior castelo do mundo por superfície e o maior edifício de tijolos da Europa e, além disso, a sua cor avermelhada torna-o numa vista verdadeiramente inesquecível. Entre outras coisas, foi a residência da família real polaca até ao final do século XVIII.

Castelo de Belmonte (Espanha)

Foi encomendado pelo Sr. Juan Pacheco, Marquês de Villena, para usá-lo como a sua própria casa na sua cidade natal. É um castelo gótico-Mudejar, obra do Mestre Hanequin de Bruxelas. Foi construído no Monte San Cristobal com uma planta de piso único. O pátio de armas é um triângulo equilátero e dele desenvolve-se o resto do edifício. A forma do castelo é uma estrela de 6 pontas e no final de cada uma delas há uma torre cilíndrica.

Castelo Trakai (Lituânia)

Situado numa paisagem idílica na Ilha Trakai, esta pitoresca estrutura do século XIV foi um dos principais centros do Grão-Ducado da Lituânia, onde desfrutava como uma residência de verão. Hoje o castelo consiste em dois: o original, muito pequeno, localizado ao lado do lago e um segundo, erguido nos séculos posteriores, localizado no meio das águas. Citado pelos entusiastas da arquitetura como uma verdadeira personificação do estilo gótico, o castelo oferecia uma série de galerias de madeira, painéis de vitrais, murais e passagens secretas, que os visitantes podem ver no museu oficial do castelo.

Castelo de Peñíscola (Espanha)

Está localizada na área mais alta da cidade de Castellón. Construído pelos templários sobre os restos da antiga alcazaba árabe, o castelo foi construído com paredes de pedra esculpidas. A maioria dos prédios estão cobertos com cúpulas de morteiros. É uma construção sóbria e sólida. O Papa Luna, após a sua transferência para Peñíscola em 1411, transformou o castelo num palácio e numa biblioteca pontifícia. O seu nome verdadeiro era Bento XIII, era aragonês e foi o último do famoso cisma de Avignon, quando três papas fingiram ser o verdadeiro e quando pediram para ceder nos seus esforços para ser Papa, disse aquilo de “Ainda estou nos meus treze” que se tornou num símbolo de teimosia, especialmente entre os aragoneses.

Castelo de Kronborg (Dinamarca)

William Shakespeare, que situou o seu Hamlet neste castelo, chamou-o de Elsinore. É um dos castelos mais proeminentes do norte da Europa na era renascentista e foi catalogado como Património Mundial pela UNESCO. Está localizado no extremo nordeste da ilha da Zelândia. A história do castelo remonta a Krogen, uma fortaleza construída por Eric de Pomerânia, rei dinamarquês na década de 1420. O rei insistiu que os navios que queriam sair ou entrar no Mar Báltico fizessem o pagamento de taxas pelo som, para atender às suas demandas.

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