Honeymooners: Os noivos portugueses que estão a apaixonar o Mundo

Honeymooners: Os noivos portugueses que estão a apaixonar o Mundo

Honeymooners: Os noivos portugueses que estão a apaixonar o Mundo

Artigo de Redação

Começaram a namorar com 14 anos. Foram crescendo juntos e apaixonaram-se mais a cada dia que passava. Hoje têm 26 anos e não se lembram da última coisa que fizeram um sem o outro.

Chamam-se Joana e André e são os Honeymoors. Por outras palavras, são os noivos portugueses que estão a apaixonar o mundo. Após dizerem o «sim» em 2016, pegaram no vestido e no fato de noivos e embarcaram numa aventura sem fim.

Viajam vestidos de noivos e protagonizam fotografias dignas de um conto de fadas. Já fizeram tantos quilómetros que se habilitam a entrar para o recorde do Guinness com o vestido de noiva mais viajado do mundo, mas essa não é a única meta.

Partilham tudo no blogue e na página de Instagram. Já têm quase 50 mil seguidores e prometem continuar a encantar. Estivemos à conversa com o casal e contamos-lhe tudo!

A Próxima Viagem: Como surgiu a ideia de viajarem pelo mundo vestidos de noivos?

Honeymooners: Tal como sempre ouvimos dizer, também o nosso dia de casamento passou muito rápido. E mal conseguimos parar e olhar um para o outro vestidos com aqueles que hoje são os nossos fatos de aventura, mas que ainda são o que idealizamos de vestido e fato de conto de fadas, do nosso conto de fadas. Já existia o gosto pelas viagens e não conseguíamos decidir em que tipo de destino iríamos fazer o «Trash the Dress» [em português «Sujar o Vestido].

Além disso no dia em que casámos choveu o dia inteiro, o país estava com um aviso de aleta laranja devido à chuva intensa, sendo assim as nossas fotos não ficaram tão diversificadas como gostaríamos. Não foi difícil perceber que o que queríamos era ter fotografias em múltiplos lugares vestidos de noivos. Hoje se viajamos e o fato e vestido não vão, já não sabe ao mesmo.

APV: O verdadeiro casamento aconteceu quando e onde? Nesse dia souberam logo que não seria a última vez que se vestiriam de noivos?

HM: O nosso casamento foi no dia 7 de maio de 2016 na Quinta dos Vilhenas perto de Moimenta da Beira, de onde somos naturais e onde residimos. Quando o dia terminou e olhámos um para o outro e surgiu uma enorme melancolia, a de que o dia que tanto tínhamos planeado tinha voado.

Fomos para a lua de mel e falávamos todos os dias de como tínhamos pena da efemeridade do dia e da dificuldade de escolher um sítio para voltarmos a usar os nossos fato e vestido e arrumá-los para sempre. A ideia fazia-nos impressão. Não surgiu no dia do casamento, mas surgiu pela felicidade que o dia nos proporcionou e pelas recordações que queríamos prolongar desse mesmo dia.

APV: Qual tem sido o feedback deste projeto? Tinham noção da dimensão que tomaria?

HM: O feedback é extremamente positivo. Não há nada que possamos pedir mais a esse respeito. As pessoas são muita carinhosas connosco, felicitam-nos e encorajam-nos diariamente. Pedem que continuemos, dizem onde gostavam de nos ver e até nos oferecem as suas casas se tencionarmos visitar as cidades onde moram. Os nossos portugueses nas ilhas dos Açores e Madeira têm sido perentórios na ajuda e estímulo para os visitarmos, por exemplo. Fomos crescendo em número de seguidores de uma forma tão rápida e têm sido tantas as surpresas boas que não podíamos estar à espera.

APV: Existe a possibilidade a entrarem para o recorde do Guinness com o vestido de noiva mais viajado. É um objetivo ou uma coincidência?

HM: As coisas connosco acontecem de uma forma muito natural e não premeditada. Às vezes são as mensagens dos nossos seguidores ou os seus comentários que nos desafiam e nos levam a pensar em mais coisas. A reinventar-nos na verdade.

Quando um dia demos por nós estávamos a fazer as contas aos inúmeros quilómetros que já tínhamos feito com o vestido. Há vezes que já sentimos a ansiedade de não ver a mala chegar quando aterramos. Foi assim que o recorde surgiu. São imensas aventuras com ele e realmente muitos, muitos quilómetros pelo caminho.

APV: Depois de entrarem para o Guinness, o que é que vem a seguir?

HM: Entrar no Guinness é algo que vamos querer que aconteça, mas não é o objetivo primordial. É apenas uma consequência de toda esta aventura. Não sabemos se será antes ou depois disso acontecer, mas temos vários projetos que se conjugam com este e vão de encontro a muitos pedidos que temos tido dos nossos seguidores que estão a ser iniciados agora. Só os vamos deixar ganhar forma para partilhar com todos.

APV: Os seguidores já puderam ver fotos muito antigas das vossas viagens, desde quando partilham esse amor pelo conhecimento do mundo?

HM: Nós começámos a viajar juntos desde muito novos. A nossa primeira viagem foi em 2008, a Londres pela escola. Na altura ter descoberto uma cidade tão especial e encantadora como esta, termos vivido as mesmas aventuras, partilhado o mesmo primeiro voo juntos foi uma sensação espetacular. Adorámos a sensação e só queríamos repetir. Achamos que o bichinho de descobrir o mundo os dois nasceu aqui.

APV: De que forma conciliam a vida profissional com este projeto? Com que frequência viajam? O que é que fazem profissionalmente além de serem os noivos mais admirados do país?

HM: Não sabemos se somos os mais admirados do país, sabemos que somos muito apaixonados um pelo outro e pelo que fazemos e isso é na verdade o combustível para toda esta aventura. Tanto eu (Joana), como o André trabalhamos.

Eu sou farmacêutica e trabalho numa farmácia e o André trabalha numa empresa de caixilharia, propriedade do seu pai. Temos 22 dias úteis de férias e é nesses dias que fazemos as malas e vamos à aventura. Por vezes, não temos as férias exatamente como gostaríamos, principalmente eu. Na verdade o pai do André é extremamente flexível e um dos grandes apoiantes do nosso projeto. Na altura que mais se adequa a determinado destino que gostaríamos de visitar. Mas vamos gerindo dentro das nossas possibilidades.

APV: Qual é o truque que usam para as fotos maravilhosas que protagonizam? Viajam sempre com fotógrafo ou vão contactando profissionais locais?

HM: Só viajamos com fotógrafo quando vamos fazer sessões «Trash the Dress» e nem em todas. Nas sessões normalmente optamos por contratar fotógrafo, porque os cenários podem ser difíceis de captar com um tripé ou porque são sítios muito turísticos e é difícil fotografar assim. Nestas sessões contratamos fotógrafos locais. Normalmente estão mais à vontade com a melhor hora para ir e a forma mais rápida de chegar a determinado lugar o que é uma vantagem.

Quando estamos na versão sem vestido e fato de noivos, somos nós que tiramos as fotos. Gostamos que gostem das nossas fotos, gostamos mesmo muito. Normalmente sentimos o sítio, medimos o pulso do que estamos a viver e fazer e vamos fotografando os lugares do modo que quem vê as nossas fotos sintam a nossa visão do lugar. A brincar, passear, namorar…

APV: Qual a melhor viagem como noivos? E a pior?

HM: A melhor viagem como noivos foi a primeira. A ida ao Taj Mahal foi muito emocionante. As pessoas estavam impressionadas de nos ver e ter ali. Nós impressionados por ali estar e com o monumento encantador que agora iria ser sempre um bocadinho nosso. Quando aparece em filmes ou na TV dizemos sempre, olha o nosso Taj (risos).

A pior foi a do deserto do Atacama. Não que não tenhamos gostado de a fazer. Mas pela dificuldade que tivemos em fotografar o lugar e porque achamos que talvez seja o lugar com que menos nos identificámos.

 

Leia a continuação desta fantástica história, aqui.

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