As maravilhas do Uzbequistão, um país longínquo que já pode visitar sem visto

As maravilhas do Uzbequistão, um país longínquo que já pode visitar sem visto

As maravilhas do Uzbequistão, um país longínquo que já pode visitar sem visto

Artigo de André Cruz Martins 25-05-2020

25-05-2020


Uzbequistão. O nome deste país é complicado de pronunciar e fica bastante longe de Portugal, mais concretamente na Ásia Central. Certamente não está no topo das preferências da maioria dos turistas, mas é um destino que merece ser descoberto. Tem bonitas cidades históricas, preserva tradições ancestrais e a sua gastronomia é uma mistura de sabores exótica.

A boa notícia para os portugueses é que desde fevereiro de 2019 deixou de ser necessário visto de entrada para cidadãos europeus para estadias inferiores a 30 dias. É possível encontrar voos entre Lisboa e a capital Tashkent, com uma escala, com a duração total de cerca de 14 horas. Os preços de ida e volta começam em redor dos 700 euros.

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O Uzbequistão é considerado, na generalidade, um país seguro. No entanto, na sequência de conflitos na região e do alto risco de ataques terroristas, são desaconselhadas todas as viagens nas regiões fronteiriças com o Afeganistão, Tadjiquistão e Quirguistão. Conheça cinco razões para visitar este país muito especial.

A cidade histórica de Bukhara

O Uzbequistão tem algumas cidades com muita história. Por exemplo Bukhara, a antiga capital, Património Mundial da UNESCO. Foi o coração económico, cultural e religioso da Ásia Central nos séculos IX e X. Era um dos principais pontos comerciais das caravanas da Rota da Seda e um dos pilares do Islamismo. Hoje em dia, preserva as suas ruas medievais, os mercados, mausoléus, mesquitas e castelos. E na cidade velha, há cerca de 150 prédios que são patrimónios arquitetónicos protegidos.

O minarete (torre de uma mesquita) Kalon, com seus 47 metros de altura, é um dos locais de culto da cidade. Durante séculos, era aqui que os inimigos e criminosos eram lançados à morte e por isso é também conhecida como Torre da Morte. Também servia como torre de vigia e para orientar as caravanas que viajavam na Rota da Seda. É do topo do minarete que os muezim convocam os fiéis para orarem cinco vezes por dia.

Ali ao lado, a imponente Mesquita Kalon destaca-se pelo teto formado por 288 domos e pela decoração com ladrilhos azuis esmaltados. Consegue juntar 10 mil pessoas no seu interior. O Mercado do Ouro é onde os locais vendem ouro e tapeçarias, mas à entrada também se pode comprar frutas e legumes. Costuma estar sempre cheio, com a população em busca de produtos ao melhor preço.

A bela cidade de Khiva

Khiva, outra cidade Património Mundial da UNESCO, foi igualmente um ponto muito importante na Rota da Seda. O centro histórico está repleto de edifícios magnificamente preservados. O Minarete da Mesquita Jumaa proporciona uma vista deslumbrante sobre a cidade e o monumento mais imponente em Khiva é o Palácio Tash Hauli. Localiza-se na cidadela de Khiva e tem construção rectangular, sendo composto por três áreas distintas, aglomeradas em redor de outros tantos pátios interiores.

Se quiser levar uma recordação para casa, desloque-se ao Mercado Central, onde se vendem produtos locais, com destaque para os famosos tapetes. É bem possível que vá querer refrescar-se durante as suas caminhadas por Khiva. A temperatura máxima está quase sempre acima dos 30 graus entre maio e setembro e em redor dos 40 graus entre junho e agosto. Para isso, nada melhor do que ir a banhos no complexo de piscinas de Khan Anush Mohammed.

A capital cosmopolita

A capital Tashkent é uma grande metróplole, com cerca de 2,5 milhões de habitantes. Encontra-se muito perto da fronteira com o Cazaquistão e mistura um passado histórico bem preservado com construções modernas. Uma das suas principais atrações culturais é o Museu de História do Povo do Uzbequistão. Conta com um espólio de mais de 250 mil peças, incluindo perto de 60 mil artefactos arqueológicos, 80 mil moedas e 15 mil objectos de cariz etnográfico. Não deixe de visitar a Madraça Barak Khan, do século XVI. Possui uma biblioteca muito completa que contém documentos históricos, o mais famoso dos quais é o Corão do Califa Osman.

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Como é sabido, os povo soviéticos sempre dedicaram grande atenção às artes, nomeadamente ao teatro, ao ballet, à ópera e à dança. Se tiver a intenção de assistir a um espetáculo cultural na cidade, a melhor opção será uma peça de teatro no Teatro Navoi. A boa notícia é que a arte é acessível a toda a população e chega a haver bilhetes entre 1 e 5 euros. Caso queira levar um souvenir para casa, desloque-se ao Mercado Chorsu. Lá encontra todo o tipo de produtos e também há comida à venda, nomeadamente carne, peixe, fruta e vegetais.

As reservas naturais

O Uzbequistão tem três magníficas reservas naturais que podem ser visitadas. Na Reserva Geológica de Kitab é possível contemplar as terras do Vale do Rio Amu Darya. Existem mais de 200 espécies de aves e ainda veados, lobos, javalis, raposas, lebres, entre outros. A Reserva Biosférica de Nuratau-Kyzylkum é financiada pelo governo uzbeque. Fica situada num território entre o deserto e as montanhas do país e engloba a zona Sul do Deserto Kyzylkum, os lagos Audarkul e Tuzgan e as montanhas de Nuratau e Koitash. Já o Centro Ecológico de Jeyran acolhe cerca de 700 espécies animais.

Os pratos típicos

A gastronomia uzbeque é uma mistura entre a cozinha oriental e a influência soviética. O Plov, um delicioso arroz frito com carne e vegetais, é o prato mais típico. O Somsa, um pastel recheado com carne, os Lagman (um género de noodles) e a Shurpa, uma sopa com carne cozida, são outras especialidades. Como sobremesa, existe muito o costume de comer melancia, que aqui são quase sempre muito doces e sumarentas. Nas principais cidades é fácil ter uma boa refeição a preços convidativos, mas também não faltam restaurantes de luxo, com serviço requintado.

Percorra a galeria e veja algumas fotos do Uzbequistão.

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