Dubrovnik, a pérola do Adriático

Dubrovnik, a pérola do Adriático

Dubrovnik, a pérola do Adriático

Artigo de Redação

Na verdade, este é um local assombroso, com a sua espantosa Cidade Velha, que se tornou Património Mundial da Unesco em 1979.

A Cidade Velha e os seus inúmeros atractivos (incluindo a bem preservada muralha, por onde é possível passear) é o cartão de visita de Dubrovnik. Se a visitar no Verão, não perca o mundialmente famoso Festival do Verão, onde abundam as manifestações de carácer cultural, da música ao teatro, dança e as mais variadas performances.

Dubrovnik tem, igualmente, um passado histórico inigualável. Uma república independente durante mais de 700 anos (abolida por Napoleão em 1806), mantinha relações comerciais privilegiadas com a Turquia e a Índia (chegando a deter um consulado em Goa), assim como com África. Chegou, inclusive, a ter relações diplomáticas com a corte inglesa durante a Idade Média. O seu estatuto era de tal forma importante que era alvo de inveja por parte dos Doges venezianos.

A antiga Dubrovnik

A História desta cidade começou num aglomerado populacional nos tempos pré-históricos; na realidade, situava-se numa ilha, chamada Laus, na altura separada de terra firme por uma península. Ali perto, existia uma povoação grega chamada Epidauros (actualmente Cavtat).

Uma invasão dos Eslavos no séc. VII destruiu Epidauros e outras comunidades da área, levando os habitantes a refugiarem-se em Laus. Com o tempo, o nome foi sofrendo alterações, passou a designar-se Raus e acabou em Ragusa, o nome histórico de Dubrovnik.

A cidade expandiu-se consideravelmente a partir do séc. IX, fazendo parte do Império Bizantino; por volta do séc. XII já representava uma ameaça a Veneza e à sua república. Por esse motivo, Dubrovnik foi atacada pelos venezianos e de 1205 a 1538 esteve sob o domínio destes.

A zona considerada hoje a Cidade Velha foi concluída no séc. XIII e continua imutável até hoje. É rodeada por altas muralhas e baluartes e existem apenas duas entradas para o Stradun, a esplanada da cidade. Um dos maiores prazeres que poderá ter é tomar uma bebida num dos muitos cafés da zona, ao pôr-do-sol, guardados por uma imagem do patrono da cidade, São Brás, ou Sveti Vlaho para os locais.

Em 1358, após o Tratado de Zadar, Dubrovnik deixou de estar sob domínio veneziano e tornou-se independente.

A 6 de Abril de 1667, Dubrovnik foi destruída por um enorme terramoto, que matou mais de cinco mil habitantes e destruiu a maior parte da cidade. Daí que, em 1806, quando as tropas de Napoleão entraram na cidade, encontraram muito pouca resistência. A República de Ragusa foi oficialmente dissolvida em 1808 mas, após a queda de Napoleão, tornou-se parte do Império Austro-Húngaro, em 1815.

Paisagens e monumentos

Se entrar na cidade pelo portão de Pile, encontrará à sua frente o Stradun. Aqui encontrará a Fonte de Onofrio, construída em 1438. À sua direita, encontra-se o Mosteiro Franciscano, que encerra no seu interior uma das mais antigas farmácias da Europa, a operar desde 1391. No lado oposto do Stradun, fica a Coluna de Orlando, junto à Igreja de S. Brás e à Praça de Sponza. Também poderá visitar o Palácio Rector, construído em 1441, agora transformado em museu municipal e onde ocorrem sumptuosas e históricas exposições.

Em oposição ao palácio e através de uma rua estreita, desembocamos na praça Gunduliceva Poljana, o local do mais animado mercado de Dubrovnik. Nessa mesma praça, está

Localizado um mosteiro jesuíta do séc. XVIII e é um bom ponto de partida para uma visita à Cidade Velha e às muralhas da cidade.

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Guia do viajante

Onde ir

Stradun
Muralhas de Dubrovnik
Sponza Palace
Portão Pile
Grande fonte de Onófrio
Mosteiro franciscano
Church of Saint Blaise
Catedral

Onde comer

Onde ficar

Croatia Hotel
Hotel Bellevue Dubrovnik
Hotel Excelsior
Dubrovnik Palace
Grand Villa Argentina
Valamar Dubrovnik President
Hotel Kompas
Hotel More
Rixos Libertas
Valamar Argosy
Stradun

O Stradun, também conhecido por Placa, estende-se desde o portão de Pile até ao portão Gate. As lajes do pavimento foram colocadas em 1468. Num dos extremos (Pile), está situada a fonte de Onófrio, em oposição à coluna de Orlando, o local de encontro favorito dos habitantes locais.

Muralhas de Dubrovnik

Originalmente construídas no séc. X, sofreram grandes obras de fortificação em 1453. Têm três metros de espessura na zona virada para o mar e seis metros do lado terrestre, com baluartes em cada um dos quatro cantos.

Sponza Palace

Construído em 1522, sobreviveu ao terramoto de 1667. Ao longo dos séculos, o palácio tem uma grande variedade de usos, tendo sido, inclusive, o local onde se cunhavam as moedas da República de Ragusa. Actualmente, alberga os arquivos municipais e exposições temporárias durante o Festival de Verão. É também o local de exibição de uma exposição permanente dedicada aos defensores da cidade ao longo dos tempos, que inclui um memorial aos que perderam a vida na guerra entre 1991 e 1995.

Portão Pile

Desde o séc. XV, este portão é a entrada tradicional para a Cidade Velha. O local conta com uma estátua de S. Brás, o patrono da cidade.

Grande fonte de Onófrio

Originalmente construída em 1438 pelo arquitecto italiano Onofrio della Cava, a fonte ficou bastante danificada durante o terramoto de 1667 e nas batalhas de 1992. A fonte fazia parte do sistema de abastecimento de água construído no séc. XV e que trazia água desde o rio Dubrovacka, a 12 quilómetros de distância.

Mosteiro franciscano

Inclui um claustro datado de 1360 e a fachada principal do mosteiro ficou destruída no terramoto de 1667, tendo sido posteriormente reconstruída. O mosteiro contém aquela que é considerada a mais antiga farmácia da Europa, datando de 1316.

Church of Saint Blaise

Uma igreja barroca, construída entre 1705 e 1717, onde figura uma estátua prateada do patrono no altar, segurando uma maquete da cidade. Todos os anos, durante o Festival de S. Brás, a estátua é trazida para o exterior, onde pode ser apreciada por todos os habitantes. Os vitrais da igreja são relativamente recentes, tendo sido colocados na década de 70 do séc. XX.

Catedral

A atual catedral foi erigida em 1673, segundo um projeto do arquitecto italiano Andrea Buffalini, em substituição da anterior, datada do séc. XII, destruída durante o terramoto. Na atual, está patente um políptico magnífico da autoria de Tiziano, A Assunção de Nossa Senhora. Na catedral estão expostas as relíquias de S. Brás, que incluem o crâneo do santo, encimado por uma coroa cravejada de pedras preciosas. Durante outro terramoto, em 1979, ficaram expostas algumas valas de dragagem atrás da catedral; as escavações puseram a descoberto uma catedral românica. Trabalhos posteriores revelaram ainda outra igreja abaixo desta, datada do séc. VI.

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Clima

Dubrovnik tem um clima mediterrânico seco, o que significa que os Verões alcançam uma média de 34° C em Julho e Agosto. Mesmo durante o Inverno, as temperaturas são extremamente suaves, andando à volta dos 10° C.

Documentos

Deve levar o Cartão de Cidadão e Passaporte válidos.

Outras Informações

Moeda:Kuna Idioma: Língua oficial é o croata. Em Ístria alguns habitantes são bilingues (italiano-croata). O conhecimento da língua italiana é grande, tanto na Ístria, como na Dalmácia, ao longo de toda a costa. Diferença horária: Fuso horário-padrão: UTC/GMT +1 hora, no Verão UTC/GMT + 2horas

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