Florença: Verdadeiro museu ao ar livre

Florença: Verdadeiro museu ao ar livre

Florença: Verdadeiro museu ao ar livre

Artigo de Redação

Capital da Toscana, Florença – ou Firenze, como dizem os italianos – é reconhecida como uma das mais belas cidades de Itália e do Mundo, terra da arte e dos génios. Verdadeiro museu ao ar livre, possui uma quantidade vertiginosa de palácios, igrejas, galerias de arte, parques e praças encantadoras.

Foi aqui que começou a paixão pelo estudo da Antiguidade Clássica, que deu lugar ao Renascimento; aqui trabalharam Dante e Miguel Ângelo, bem como os Médicis, que cultivaram o mecenato, contribuindo para a Idade de Ouro da criatividade florentina. Os primeiros historiadores de arte “descobriram-na” no século XIX; desde então, tornou-se na «meca» dos viajantes de todo o Mundo. Nenhuma outra cidade de Itália possui uma riqueza semelhante à que encontramos nos seus museus e galerias.

Florença é, contudo, muito mais do que a cidade da arte. Visitá-la é também a ocasião ideal para conhecer ofícios artísticos de tradição secular, com oficinas e lojas que produzem objetos de grande beleza, assim como a sua tradição folclórica inigualável, com celebrações em que os habitantes participam ativamente; a sua gastronomia, verdadeiramente deliciosa e preservada, e os seus vinhos inimitáveis e dos melhores de Itália, como Chianti, Brunello, Vernaccia, entre outros, são também muito apreciados. Fundada em 59 a.C, no local de um acampamento etrusco (hoje Fiesole) situado nas montanhas que se erguem sobre a cidade moderna, Florença foi durante muito tempo reconhecida como a capital da moda.

É considerada o berço do Renascimento italiano e uma das cidades mais belas do Mundo; tornou-se célebre, também, por ser a terra natal de Dante Alighieri, autor da Divina Comédia, que é um marco da literatura universal. Neste poema, ele descreve a cidade de Florença em muitas passagens, assim como alguns de seus contemporâneos florentinos célebres, que também são personagens da obra.

A cidade foi governada pela família Médici desde o início do século XV até meados do século XVIII. O primeiro líder pertencente à família Médici foi Cosme, o Velho, que chegou ao poder em 1437. Foi um protetor dos judeus, iniciando uma longa relação da família com a comunidade judaica.

Para aqueles que não têm muito tempo para conhecer Florença, há dez coisas que são obrigatórias.

1. Galleria degli Uffizi
Nesta galeria está patente uma coleção de pintura italiana e europeia que abarca os séculos XIII a XVIII, fundada, em 1581, por Francisco de Médicis, no célebre palácio projetado por Vasari. Aqui encontram-se salas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento, como Leonardo da Vinci e Rafael, salas com arte clássica da Roma Antiga, uma grande coleção de quadros de Botticelli, com os incomparáveis Primavera e O Nascimento de Vénus, e obras dos maiores artistas mundiais, como Miguel Ângelo, Tiziano, Durer ou Rubens. Cada uma delas justifica só por si a visita… A Galleria degli Uffizi é hoje uma das maiores atrações turísticas de Florença e um dos mais importantes museus do mundo.

2. Complexo monumental do Palazzo Pitti e Jardín de Bóboli
Este palácio foi a residência real de três dinastias: os Médicis, os Lorena e os Sabóia. Atualmente, alberga importantes coleções de pintura e escultura, objetos artísticos, porcelanas e um museu de trajes. O complexo, que conservou perfeitamente a sua atmosfera histórica, engloba o Jardín de Bóboli, um dos primeiros e mais famosos jardins italianos, projetado por Tribolo, em 1549, e continuado por Ammannati e Buontalenti.

3. David, o símbolo de Florença
A estátua de David, da autoria de Miguel Ângelo, encontra-se na Galeria da Academia, sendo uma das obras mais conhecidas da arte universal. Outras obras do inigualável artista encontram-se em vários lugares da cidade: de destacar os túmulos dos Médicis (Cappelle Medicee) e a Biblioteca Laurenziana.

4. Piazza San Giovanni – Ponte Vecchio
A Plaza San Giovanni é o centro religioso e cultural da cidade. A praça está dominada pela catedral gótica de Santa Maria del Fiore (conhecida simplesmente por Duomo), projetada por Arnolfo di Cambio, em 1296; Brunelleschi completou-a em 1436, com a grandiosa cúpula. À direita da catedral localiza-se um campanário, projetado por Giotto, em 1334. Frente ao Duomo, está o Baptisterio de San Juan (1128), de estilo românico florentino, recoberto com mármore branco e verde.

Na Via de Calzaioli, uma das ruas mais elegantes de Florença, que une diretamente a catedral com a Plaza della Signoria, surge o Palazzo Vecchio, o edifício mais importante da cidade, sede da Câmara Municipal de Florença e museu ao mesmo tempo. Na praça localiza-se a Loggia de los Lanzi, que alberga importantes esculturas, entre as quais se destacam o Perseo de Cellini e o Rapto de las Sabinas, de Giambologna.

Mais ao longe encontra-se a Ponte Vecchio, a ponte mais antiga da cidade, com as suas lojas típicas e oficinas de joalharia.

5. As igrejas importantes da cidade
Os edifícios religiosos mais importantes da cidade são, claramente, a catedral (Duomo) e Santa Croce, além de muitas outras igrejas que também merecem ser visitadas, como é o caso de San Lorenzo, Santissima Annunziata, Santa Maria Novella. Se for até à Piazzale Michelangelo, não deixe de visitar a Chiesa de San Miniato al Monte.

6. Admirar Florença das alturas
Há numerosos lugares nos quais pode desfrutar de uma vista panorâmica e obter magníficas fotografias: Piazzale Michelangelo, Cupola de Brunelleschi (Catedral de Santa Maria del Fiore), Torre di San Niccolo, bem como dos numerosos terraços dos hotéis e restaurantes abertos ao público.

7. Deliciar-se com a gastronomia
A gastronomia é saborosa e original, mas simples, e baseada na qualidade dos produtos da região e num tratamento sofisticado dos alimentos. Uma boa comida regional começa com uma entrada de embutidos e crostini, que são fatias de pão tostadas com patés. O primeiro prato pode ser uma sopa de verduras da estação, condimentada com queijo parmesão ralado e azeite. Entre as pastas, sempre frescas e preparadas de forma artesanal, destaque para a pappardelle com molho de lebre. Não deixe de provar os deliciosos pici, uma espécie de spaghetti grosso que se serve com vários tipos de molhos.

8. Provar os seus vinhos
Não pode deixar de provar um bom copo de vinho de Chianti, acompanhado por deliciosas especialidades toscanas. Outra bebida típica é o vin santo, um vinho doce que se obtém de uvas passas e que se serve normalmente com a sobremesa, juntamente com os cantuccini.

9. Ir às compras
Florença é o local ideal para fazer compras, percorrendo as suas ruas, e visitar algumas lojas (Via Tornabuoni, Via Calzaiuoli e Piazza della Repubblica) e mercados (Mercado de San Lorenzo, Mercado de Sant’Ambrogio, mercados semanais de Le Cascine e Mercado del Porcellino).

10. Oltrarno, um bairro rico em tradições
No outro lado do rio Arno, este é um dos lugares mais emblemáticos da cidade e merece realmente uma visita. Típica zona de artesãos, restauradores e antiquários, tem o seu fulcro na Plaza Santo Spirito, com a igreja homónima, projetada por Brunelleschi, uma das mais belas criações arquitetónicas do Renascimento.

Guia do viajante

Onde ir

Piazza del Duomo
A Galleria degli Uffizi
Basilica di San Lorenzo
Galeria dell’Academia
Ponte Vecchio (Ponte Velha)
Jardín de Bóboli

Onde comer

Acqua al 2
Bocca Negra
Borgo San Jacopo

Onde ficar

Holliday Inn
Nilhotel
NH Angloamericano

Clima

A melhor altura para visitar Florença é na época baixa, evitando, assim, a multidão de turistas de julho e agosto, quando faz muito calor e o espaço livre é escasso. Se não puder fugir a estes meses, prepare-se para se levantar cedo e aproveitar as ruas um pouco mais vazias. Florença é linda de qualquer forma. As temperaturas variam de 0º a 6º no inverno e de 20º a 35º no verão, graças ao clima mediterrâneo que predomina na região da Toscana.

Documentos

Moeda Euro Idioma: Italiano Documentos: Cartão de cidadão ou Bilhete de Identidade. Fuso horário: + 1 hora

Outras Informações

Sabia que Florença é suscetível a inundações? A mais «famosa» ocorreu em 1966. Em resultado da mesma, muitas pessoas pereceram e várias obras de arte se perderam. Os maiores responsáveis pelas inundações são o rio Arno (Dante descreveu-o como «fosso maldito») e a neve derretida que desce dos Apeninos. A própria posição geográfica de Florença também é responsável pelas enchentes: cercada por montanhas, situa-se próximo da planície aluvial do rio e a jusante do Sieve (o maior afluente do Arno). Os desastres provocados pelas chuvas são os mais relatados. Em 1269 foi escrito: «Grande parte da cidade transformou-se num lago» – a correnteza arrastou as pontes de Carraia e Trinità. Até hoje, apenas dois terços das pinturas danificadas estão expostos e dois laboratórios especializados (um de pintura e outro de escultura) trabalham em tempo integral para restaurar os estragos.

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