Macau, o cruzamento perfeito entre a tradição portuguesa e a modernidade chinesa

Macau, o cruzamento perfeito entre a tradição portuguesa e a modernidade chinesa

Macau, o cruzamento perfeito entre a tradição portuguesa e a modernidade chinesa

Artigo de André Cruz Martins

O antigo território português de Macau é um mundo à parte na China. Precisamente por força da influência lusa, que ainda se faz sentir de forma acentuada. Basta passear pelas ruas desta região administrativa especial chinesa para perceber que os seus edifícios e igrejas podiam facilmente ser confundidos com os de uma cidade portuguesa. E o mesmo se pode dizer da sua calçada.

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Locais de interesse histórico é o que não faltam nesta região com uma população de 622 mil habitantes, de acordo com dados de 2017. A modernidade chinesa juntou-se à tradição portuguesa, proporcionando uma cidade vibrante, cheia de atrações que mecerem ser exploradas.

Pelo centro histórico

O centro histórico é para ser percorrido a pé, com constantes paragens para observar igrejas, outros monumentos ou lojas de souvenirs bastante interessantes. A atração mais famosa são as Ruínas da Catedral de São Paulo. Tratam-se das ruínas da primeira igreja e colégio jesuítas construídos na China. Em 1835 a catedral sofreu um incêndio e hoje em dia apenas resta a fachada da mesma. No subsolo fica uma cripta que conta a história do local e funciona como um museu de arte sacra.

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O Largo do Senado é o centro urbano de Macau e o local de excelência para os festejos públicos. Deve o nome ao facto de se encontrar nas imediações do edifício do antigo Senado. O Largo está rodeado de edifícios neoclássicos.

A Catedral da Sé é a igreja mais famosa de Macau e está incluída na Lista dos monumentos históricos do Centro Histórico de Macau, que UNESCO classificou como Património Mundial da Humanidade. Para além das igrejas católicas, existem muitos templos budistas no centro histórico de Macau que merecem uma visita.

Fora do centro

Há muito mais a descobrir em Macau do que o seu centro. Uma das atrações a não perder é a Torre de Macau, com 223 metros de altura e que proporciona a melhor vista de 360º sobre a cidade. Possui ainda excelentes restaurantes e bares no topo e fica.

O Templo Ecuménico de Kun Iam, situado numa zona designada por Porto Exterior é uma enorme estátua, dedicada à deusa Kun Iam (deusa da Misericórdia). Tem 20 metros de altura e foi trabalhada em bronze. O interior da sua base, em forma de flor de lodão, é um centro ecuménico onde se podem obter informações sobre o Budismo, Taoismo e Confucionismo.

A modernidade chinesa juntou-se à tradição portuguesa, proporcionando uma cidade vibrante

Dirija-se ainda à Doca dos Pescadores, localizada na Freguesia da Sé, na Península de Macau, perto do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior. Aqui existem mais de 150 lojas e restaurantes, casino e um hotel.

Macau é também conhecido como a “Las Vegas do Oriente”, devido à enorme quantidade de casinos, que sofreram um aumento brutal desde que o território voltou a ser recuperado pela China a Portugal, em 1999. Aliás, o dinheiro movimentado pelos jogos de sorte e de azar já supera o da cidade norte-americana. A maioria fica na ilha de Taipa, mas mesmo na região central é consegue encontrar casinos.

A deliciosa gastronomia

A culinária macaense é considerada uma das primeiras genuínas cozinhas de fusão em todo o mundo, resultando da combinação das comidas portuguesa, chinesa e indiana. Por outro lado, também existem inúmeros restaurantes de comida internacional.

Uma das melhores zonas para provar iguarias é o Bairro de São Paulo, onde se encontram muitas lojas de souvenirs gastronómicos. Isto porque na China é tradição oferecer presentes relacionados com comidas e bebidas. Não deixe de levar para casa caixas com salgadinhos deliciosos, rebuçados, bolachas e outras guloseimas.

A variedade de pratos típicos é enorme

Um pouco por todo o território de Macau há pequenas barracas espalhadas pelas ruas que oferecem comida, principalmente sopas, vegetais e carne de porco ou vaca. E mesmo muitas casas particulares vendem comida.

A variedade de pratos típicos é enorme, mas podemos destacar alguns dos mais emblemáticos. Começamos pela sopa de Lacassá, muito consumida em ocasiões festivas como o Natal ou o Carnaval. É preparada com uma massa de arroz, semelhante à aletria portuguesa, designada em Macau por lacassá, e com um caldo de camarão. Os seus ingredientes incluem ainda camarões, gengibre, molho balichão e azeite, podendo opcionalmente incluir também caranguejo desfiado. Há bons pratos do mar, como lulas com caragenjo, camarão panado e arroz de marisco.

Para os mais gulosos, o bolinho de abacaxi é obrigatório

Como acompanhamento, é muito utilizado o arroz chau-chau que nós bem conhecemos da culinária chiensa. E ainda o balichão, um molho confecionado com camarão, aguardente, sal, pimenta, louro e malaguetas. Quando é bem preparado, o molho balichão pode conservar-se durante meses, em local fresco.

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No que toca à doçaria, aconselhamos o bolinho de abacaxi. O mais curioso é que nem sequer leva abacaxi, mas tem esse nome porque a parte de cima lembra a casca dessa fruta. A massa faz lembrar um scone, enquanto a parte de baixo é feita com massa de pão chinês, que é mais macio e mais doce do que o pão ocidental. Muitos restaurantes e cafés servem este bolo com manteiga.

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