Mali, um destino para aventureiros que gostam de se misturar com as populações locais

Mali, um destino para aventureiros que gostam de se misturar com as populações locais

Mali, um destino para aventureiros que gostam de se misturar com as populações locais

Artigo de André Cruz Martins 20-01-2020

20-01-2020


O Mali, um dos países da África Ocidental, está longe de ser um destino turístico por excelência. O surto de ébola que afetou o país em 2014 e alguns ataques terroristas mancharam o seu nome no cenário internacional. Os turistas estrangeiros necessitam de ter cuidado adicional, mas a situação está bem mais calma. E a verdade é que hoje em dia não estamos 100 por cento seguros em nenhum local do mundo.

Se tem espírito aventureiro e gosta de se misturar com a população local, esta poderá ser uma das suas viagens de sonho. Sétimo maior país do continente africano, o Mali tem no seu território atrações de grande interesse patrimonial e histórico. Siga no nosso roteiro pela capital Bamako e pelo norte do país, em pleno deserto do Sahara. E tenha em atenção que é necessário visto de turista para entrar no Mali.

Pela capital Bamako

Bamako é a capital do Mali e fica nas margens do rio Níger, no sudoeste do país. Um dos seus pontos de interesse é a Biblioteca Nacional do Mali. Contém mais de 60 mil obras e o curioso é que é possível pedir emprestados os livros por alguns dias, devolvendo-os depois. De notar que nos dias de hoje apenas cerca de um terço da população local sabe ler.

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Não deixe também de conhecer a Grande Mesquita de Bamako. É um dos edifícios mais altos da capital e fica perto do Mercado Central de Bamako, onde vai encontrar legumes, fruta e carne à venda. Ali perto encontra-se a Catedral de Bamako, da época colonial, que também merece uma visita.

Pode ainda subir ao topo da Torre BCEAO. Com 20 andares, é o prédio mais alto da África Ocidental. E por fim, visite o Museu Nacional do Mali, especializado em arqueologia e antropologia. Existem exposições com instrumentos musicais, roupa e artefactos de rituais dos vários grupos étnicos do Mali.

A Grande Mesquita de Djenné

O norte do Mali fica no deserto do Sahara e é a região menos segura do país. Mas se tiver espírito aventureiro e as devidas precauções, ponha-se a caminho, pois há duas atrações imperdíveis que tem de conhecer. Um desses locais é a Grande Mesquita de Djenné, situada na cidade com o mesmo nome. Trata-se do maior edifício em adobe (antecedente do tijolo) do mundo. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988. A sua construção foi concluída em 1280, por ordem de Koy Konboro, o 26º da rei de Djenné, em substituição do seu antigo palácio.

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A mesquita foi reconstruída com o seu aspeto original em 1906. Destaca-se pelos muros espessos e pelas três torres com cerca de 20 metros de altura. E também pelos pilares feitos de terra seca. É esse material que é designado por adobe, sendo fabricado com argila, misturada com palha picada e excremento bovino.

O trilho de Dogon

Outro dos programas imperdíveis no norte do Mali é o trilho de Dogon. Percorre a região do povo Dogon, que é conhecido pelos seus dançarinos mascarados. Esta caminhada pode durar até dez dias e termina nos penhascos da falésia de Bandiagara, que servia de refúgio natural para os dogons. Foi lá que eles construíram casas feitas com adobe, que passavam despercebidas à distância e só eram acessíveis escalando as rochas.

Percorra a galeria e veja mais fotos de Mali.

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