Munique: cerveja, requinte e cultura

Munique: cerveja, requinte e cultura

Munique: cerveja, requinte e cultura

Artigo de Redação

Esta metrópole tem sabido reinventar-se ao longo dos séculos e hoje é a “capital do estilo” alemã. Munique é famosa pelas cervejarias ao ar livre, os maravilhosos monumentos e avenidas, a moda e a vida noturna, mas, sobretudo, pelo estádio do Bayern e, claro, pela Oktoberfest, a famosa Festa da Cerveja.

Veleiros, modelos de átomos, moinhos de vento, veículos espaciais, locomotivas, robôs industriais, órgãos, salva-vidas… Um sem-número de desenvolvimentos e conquistas tecnológicas (e muito mais…) pode ser encontrado no Museu Alemão.

Museus para todos os gostos

Esta é uma casa de superlativos: não só é um dos primeiros museus científicos e tecnológicos de todo o mundo, como também um dos mais visitados e, com uma área de 50 mil metros quadrados, o maior de todos. As leis da Natureza e os métodos instrumentais e tecnológicos são apresentados neste Monte Olimpo do conhecimento a um nível científico, mas facilmente compreensível. Do Museu Alemão fazem ainda parte as exposições permanentes, “Verkehrszentrum” (onde podem ser admirados todos os modelos de veículos, da bicicleta ao Fórmula 1) e “Flugwerft” (focada essencialmente em aviões).

O Museu BMW, com a sua forma característica de uma taça de prata futurista, está entre os mais atrativos de Munique. A exposição “Horizontes do Tempo” leva-o numa viagem através das descobertas tecnológicas pioneiras, desde os históricos BMW desportivos até aos mais lendários protótipos, dando alguma ênfase a métodos de propulsão alternativos, reciclagem e controlo de tráfego.

Juntamente com a sinagoga e o centro comunitário judeu, o Museu Judeu de Munique é parte do Centro Judeu de St. Jacobs Platz. Fica nas imediações de Marienplatz e do Viktualienmarkt. O piso térreo do enorme cubo de vidro é translúcido e foi concebido como uma janela. A arquitetura reflete a intenção do edifício: o conceito é mostrar a maior variedade possível da história judaica, a sua arte e cultura, até à atualidade, considerando o Holocausto, mas não o tornando no único foco de interesse.

Jardim Inglês

O Englische Garten é um dos maiores parques urbanos de todo o mundo. O seu projeto sofreu constantes alterações ao longo dos séculos, à medida que novos edifícios e espaços verdes eram adicionados. Tudo começou em 1789, quando Carl Theodor ordenou que fosse estabelecido um parque público ao longo do rio Isar, tendo colocado o projeto nas mãos do britânico Benjamin Thompson que, à altura, trabalhava para o Exército bávaro. O parque acabou por receber o seu nome porque foi delineado ao estilo dos jardins ingleses.

Atualmente, o Englische Garten oferece a possibilidade de praticar inúmeras atividades de lazer. Ciclistas e “joggers” podem praticar ao longo da rede de veredas, com cerca de 80 quilómetros de extensão, enquanto os praticantes de futebol amador se encontram nos diversos campos para torneios bem animados. A melhor vista de toda a cidade é obtida a partir dos diversos monópteros espalhados pelo parque, estruturas circulares cobertas estrategicamente colocadas em 1836.

Parque Olímpico

No Olympiaberg, cada esquiador consegue sempre encontrar a pista adequada. A mais alta colina da cidade de Munique oferece uma grande variedade de opções de descida. Espaço criado para os Jogos Olímpicos de 1972, com 300 hectares de área, contém inúmeras instalações desportivas, lagos, pistas de bicicleta, espaços para eventos culturais, restaurantes e um estádio de futebol. Não deixe de visitar o Museu BMW (BMW Welt) ali mesmo ao lado.

Jardim da Cerveja

Com sete mil lugares, o Jardim da Cerveja do Jardim Inglês, mesmo junto à Torre Chinesa, é o segundo maior de Munique. Outro Jardim da Cerveja fica situado no lago Kleinhesseloher e os seus inúmeros bancos são ocupados desde o primeiro raio de sol do dia. O restaurante ali situado, o Seehaus, está aberto todo o ano e oferece sofisticadas refeições de gastronomia local. Anualmente, entre o final de setembro e o primeiro fim de semana de outubro, durante 16 dias, mais de seis milhões de pessoas de todo o mundo deslocam-se a Munique para o festival Oktoberfest. As maiores e mais tradicionais cervejeiras alemãs têm aqui gigantescos pavilhões, onde se servem os tradicionais “pretzels” e salsichas alemãs, acompanhados de muita música e, claro, muita cerveja.

Campo de Concentração de Dachau

A 21 de março de 1933, Hitler ordenou a construção de um campo de concentração em Dachau, o primeiro na Alemanha, nos arredores de Munique. O seu primeiro comandante, Theodor Eicke, desenvolveu um esquema de organização que seria mais tarde aplicado a todos os outros campos de concentração.

Ele tornou Dachau numa “escola de violência” para os membros das SS. No final de abril de 1945, o campo foi libertado pelos militares norte-americanos. Por ali passaram 200 mil prisioneiros, de 34 nacionalidades diferentes. Desconhecem-se os números exatos do extermínio efetuado naquele campo, mas calcula-se que tenham sido chacinadas cerca de 30 mil pessoas. O memorial de Dachau foi erigido em 1965 e financiado pelo estado da Bavaria. Inclui os terrenos do antigo campo de prisioneiros e
do crematório.

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Guia do viajante

Onde ir

Museu Histórico Alemão
Museu BMW
Museu Judeu
A Nova Pinacoteca
Jardim Inglês
Parque Olímpico
Jardim da Cerveja
Igreja de S. Pedro (Alter Peter)
Frauenkirche (Catedral de Nossa Senhora)
Campo de Concentração de Dachau
Zoológico (Tierpark Hellabrunn)

Onde comer

Restaurant & Weinhandel Broeding
ZWICKL - Gastlichkeit am Viktualienmarkt
Trattoria Vinoteca Al Torchio
Mystikon, Walchenseeplatz
Schlosscafe im Palmenhaus
Les Deux
Das lokal

Onde ficar

Mandarin Oriental
Hotel Laimer Hof
Muenchen Palace Hotel
Hotel Kriemhild,
King’s Hotel Center
Munich Marriott Hotel
Hotel Monaco
Belle Blue Hotel
Museu Histórico Alemão

Veleiros, modelos de átomos, moinhos de vento, veículos espaciais, locomotivas, robôs industriais, órgãos, salva-vidas… Um sem-número de desenvolvimentos e conquistas tecnológicas (e muito mais…) pode ser encontrado no Museu Alemão.
Esta é uma casa de superlativos: não só é um dos primeiros museus científicos e tecnológicos de todo o mundo, como também um dos mais visitados e, com uma área de 50 mil metros quadrados, o maior de todos. As leis da Natureza e os métodos instrumentais e tecnológicos são apresentados neste Monte Olimpo do conhecimento a um nível científico, mas facilmente compreensível.

Do Museu Alemão fazem ainda parte as exposições permanentes, “Verkehrszentrum” (onde podem ser admirados todos os modelos de veículos, da bicicleta ao Fórmula 1) e “Flugwerft” (focada essencialmente em aviões).

Museu BMW

Este museu, com a sua forma característica de uma taça de prata futurista, está entre os mais atrativos de Munique. A exposição “Horizontes do Tempo” leva-o numa viagem através das descobertas tecnológicas pioneiras, desde os históricos BMW desportivos até aos mais lendários protótipos, dando alguma ênfase a métodos de propulsão alternativos, reciclagem e
controlo de tráfego.

Museu Judeu

Juntamente com a sinagoga e o centro comunitário judeu, o Museu Judeu de Munique é parte do Centro Judeu de St. Jacobs Platz. Fica nas imediações de Marienplatz e do Viktualienmarkt. O piso térreo do enorme cubo de vidro é translúcido e foi concebido como uma janela. A arquitetura reflete a intenção do edifício: o conceito é mostrar a maior variedade possível da história judaica, a sua arte e cultura, até à atualidade, considerando o Holocausto, mas não o tornando no único foco de interesse.

A Nova Pinacoteca

Magníficas obras da arte europeia do final do século XVIII até ao início do século XX são o chamariz da Nova Pinacoteca. Um destaque para a arte alemã do século XIX, numa coleção que recua até à coleção privada do rei Ludwig I, uma das mais abrangentes da época. Obras de Caspar David Friedrich sublinham o sentimentalismo dos primeiros românticos. Pintores de sociedade, como Wilhelm von Kaulbach e Karl von Piloty, representam o interesse despertado pela História alemã. O átrio, com obras de Hans von Marées, um dos mais importantes artistas alemães, não tem comparação com mais nenhum museu do Mundo.
Com retratos de Thomas Gainsborough, Francisco Goya e Jacques Louis David, a Nova Pinacoteca mostra diversas paisagens de Inglaterra, Espanha e França. Possui, ainda, uma coleção maravilhosa de impressionistas franceses: Monet, Manet, Degas, Pissaro e Renoir, Cézanne, Gauguin e Van Gogh.

Jardim Inglês

O Englische Garten é um dos maiores parques urbanos de todo o mundo. O seu projeto sofreu constantes alterações ao longo dos séculos, à medida que novos edifícios e espaços verdes eram adicionados. Tudo começou em 1789, quando Carl Theodor ordenou que fosse estabelecido um parque público ao longo do rio Isar, tendo colocado o projeto nas mãos do britânico Benjamin Thompson que, à altura, trabalhava para o Exército bávaro. O parque acabou por receber o seu nome porque foi delineado ao estilo dos jardins ingleses.

Atualmente, o Englische Garten oferece a possibilidade de praticar inúmeras atividades de lazer. Ciclistas e “joggers” podem praticar ao longo da rede de veredas, com cerca de 80 quilómetros de extensão, enquanto os praticantes de futebol amador se encontram nos diversos campos para torneios bem animados. A melhor vista de toda a cidade é obtida a partir dos diversos monópteros espalhados pelo parque, estruturas circulares cobertas estrategicamente colocadas em 1836.

Parque Olímpico

No Olympiaberg, cada esquiador consegue sempre encontrar a pista adequada. A mais alta colina da cidade de Munique oferece uma grande variedade de opções de descida. Espaço criado para os Jogos Olímpicos de 1972, com 300 hectares de área, contém inúmeras instalações desportivas, lagos, pistas de bicicleta, espaços para eventos culturais, restaurantes e um estádio de futebol. Não deixe de visitar o Museu BMW (BMW Welt) ali mesmo ao lado.

Jardim da Cerveja

Com sete mil lugares, o Jardim da Cerveja do Jardim Inglês, mesmo junto à Torre Chinesa, é o segundo maior de Munique. Outro Jardim da Cerveja fica situado no lago Kleinhesseloher e os seus inúmeros bancos são ocupados desde o primeiro raio de sol do dia.
O restaurante ali situado, o Seehaus, está aberto todo o ano e oferece sofisticadas refeições de gastronomia local.

Igreja de S. Pedro (Alter Peter)

Esta igreja é um dos marcos arquitetónicos e históricos de Munique, sede da mais antiga paróquia da cidade e carinhosamente conhecida pelos locais como o Alter Peter (Velho Pedro). A igreja situa-se numa colina conhecida como Petersbergl, a única elevação significativa na zona histórica de Munique. Se quiser ter uma vista panorâmica de toda a cidade a partir da torre desta igreja, prepare-se para galgar 299 degraus, um sacrifício que vale bem a pena o esforço. Em dias de muito bom tempo, conseguirá descortinar os Alpes a partir do topo.
Desde o século XI que no cimo desta colina se ergue uma igreja, mas nem sempre a que hoje podemos admirar. Ao longo dos tempos, ela foi reconstruída e aumentada diversas vezes, o que explica a diversidade de estilos arquitetónicos e de obras de arte que podem ser encontrados no seu interior.
À volta da igreja, situam-se Marienplatz (a Praça de Maria), o Viktualienmarkt (um mercado de produtores agrícolas) e Rindermarkt
(o Mercado do Gado).

Frauenkirche (Catedral de Nossa Senhora)

Este é, sem dúvida, um símbolo da cidade de Munique, de nome completo Dom zu Unserer Lieben Frau. Localizada na zona antiga da cidade, a sua construção começou em 1468, sob a supervisão de Prize Sigismund e Jörg von Halsbach. Durante a Segunda Guerra Mundial, a catedral foi seriamente danificada pelos bombardeamentos aliados, mas foi reconstruída posteriormente. Pode subir ao topo da Torre Sul e daí obter uma vista única e impressionante dos telhados de Munique até aos Alpes.
À entrada deste templo gótico pode encontrar, entre outras coisas, a lendária pegada do Diabo no chão da igreja. Igualmente dignos de nota são os túmulos reais que aí se encontram: diversos Wittelsbachs e de Ludwig, o Bávaro (1282 – 1347).

Campo de Concentração de Dachau

A 21 de março de 1933, Hitler ordenou a construção de um campo de concentração em Dachau, o primeiro na Alemanha, nos arredores de Munique. O seu primeiro comandante, Theodor Eicke, desenvolveu um esquema de organização que seria mais tarde aplicado a todos os outros campos de concentração.
Ele tornou Dachau numa “escola de violência” para os membros das SS. No final de abril de 1945, o campo foi libertado pelos militares norte-americanos. Por ali passaram 200 mil prisioneiros, de 34 nacionalidades diferentes – desconhecem-se os números exatos do extermínio efetuado naquele campo, mas calcula-se que tenham sido chacinadas cerca de 30 mil pessoas…
O memorial de Dachau foi erigido em 1965 e financiado pelo estado da Bavaria. Inclui os terrenos do antigo campo de prisioneiros e
do crematório.

Zoológico (Tierpark Hellabrunn)

Este é o primeiro “geozoo” do Mundo, contendo, aproximadamente, 460 espécies de animais, num total de cinco mil indivíduos.
O Müncher Tierpark foi fundado em 1911 e a qualquer altura do ano, as mudanças de clima aí verificadas intensificam os habitats naturais de cada espécie, nas paisagens protegidas das margens do rio Isar. Os animais encontram-se perfeitamente confortáveis, sem quaisquer vedações ou barras, permitindo a sua visualização sem qualquer tipo de problemas.

Mandarin Oriental
Hotel Laimer Hof
Muenchen Palace Hotel
Hotel Kriemhild,
King’s Hotel Center
Munich Marriott Hotel
Hotel Monaco
Belle Blue Hotel
Restaurant & Weinhandel Broeding
ZWICKL - Gastlichkeit am Viktualienmarkt
Trattoria Vinoteca Al Torchio
Mystikon, Walchenseeplatz
Schlosscafe im Palmenhaus
Les Deux
Das lokal

Clima

Na Alemanha, predomina um clima temperado húmido, com ventos do oeste. Grandes oscilações de temperatura são raras. Ocorrem precipitações durante todo o ano. Normalmente, os invernos são amenos (+ 2° C a - 6° C) e os verões não muito quentes (+ 18° C a + 20° C). É aconselhável levar roupa leve no verão e quente no inverno, assim como ter uma capa para chuva na bagagem.

Documentos

Cartão do cidadão.

Outras Informações

Moeda Euro Idioma Predomina o alemão. Existem vários dialetos e falares diferentes, que podem indicar a região de origem de uma pessoa. O “hochdeutsch” (alemão padrão) é compreendido em todos os lugares. Grande parte da população também fala o inglês, portanto, não existem barreiras linguísticas para visitantes estrangeiros. Fuso horário GMT + 1 hora

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