Túnis, a porta de África

Túnis, a porta de África

Túnis, a porta de África

Artigo de Redação

Túnis está localizada no Noroeste da Tunísia, junto ao lago com o mesmo nome. É a capital do país e considerada como a mais bem conservada cidade árabe antiga, mas, ao mesmo tempo, é também uma moderna metrópole em expansão. Do Séc. XII ao XVI, foi uma das maiores e mais prósperas cidades do mundo islâmico e isso reflecte-se na sua arquitectura.

A cidade possui muitas atracções interessantes, a merecerem uma visita prolongada, como o seu jardim zoológico, o Grande Templo e o Museu Bardo, que possui uma colecção de mosaicos impressionante, datada da época romana. Bab el Bahr (Porte de France) merece uma visita, uma vez que se tornou num símbolo da capital, ou seja, é um portão que divide a parte oriental e a parte europeia de Túnis.

Os turistas são atraídos a Túnis em busca de um ambiente cultural euro-arábico. Apesar de se localizar no Norte do continente africano, mas praticamente à vista da Europa, a Tunísia tem uma mistura de culturas muito peculiar, o que a torna tão atractiva.

Limpa e relativamente segura, os actuais habitantes vestem-se ocidentalmente, com roupas modernas, embora a maioria das mulheres ainda envergue uma écharpe ou um hijab quando se apresenta em público.

O emaranhado de ruas da Medina, repletas de pessoas a vender e a comprar ou a trocar os mais variados produtos, envolve-se em aromas de especiarias e essências. O caos é contagiante e pode acabar a regatear até ao último dinar com um qualquer lojista, antes de se sentar num café de rua, a saborear a sua compra. Todo este ambiente contrasta com as ruas traçadas a esquadro da Ville Nouvelle, centrada na Avenida Habib Bourguiba, uma artéria larga, repleta de trânsito, cafés e esplanadas laterais, que os habitantes locais adoram frequentar ao fim do dia.

As melhores atracções de Túnis estão localizadas fora da cidade – o maravilhoso Museu Bardo e as misteriosas ruínas da antiga Cartago são os locais arqueológicos e artísticos mais fascinantes da Tunísia.

As ruínas de Cartago ficam perto da cidade e do souq de Túnis, sendo um dos pontos mais agradáveis para visitar. Na Antiguidade foi considerada uma potência, disputando com Roma o controle do mar Mediterrâneo. Dessa disputa originaram-se três Guerras Púnicas, das quais acabaram por destruir Cartago. Hoje é uma estação arqueológica e turística importante.

Às compras em Túnis

Quem procura a cultura tunisina mais autêntica pode encontrá-la nos tradicionais souks de Túnis, que são os mercados árabes. Tradicionalmente, no Séc. VII, o souk ocupava uma pequena parte na zona velha da cidade, ou Medina. Actualmente, existem tantos mercados espalhados em toda a cidade, que se torna difícil definir uma zona para compras e os residentes referem-se a todo o souk como a Medina.

O labirinto de ruas estreitas está coberto com todo o tipo de vestuário e artigos para o lar, assim como fruta fresca e especiarias. Pode apreciar os sons e os cheiros distintivos de um mercado árabe, enquanto regateia os preços. Tudo o que se compra tem de ser regateado, fazendo esta experiência parte da verdadeira Túnis.

Todavia, os preços costumam ser inflacionados para os turistas e muitos visitantes, ingénuos, pagam mais pelos artigos do que aquilo que eles valem. Tenha um especial cuidado ao visitar o souk, mantendo a sua carteira bem guardada e o dinheiro distribuído por vários bolsos, pois abundam os carteiristas nas multidões e os visitantes são alvos fáceis.

Na Medina, há alguns mercados que são de visita obrigatória, como o Souk de la Laine, por exemplo, onde estão situados os tecelões. Apesar de já não possuir a sua glória inicial, aqui ainda pode apreciar todo o pro-cesso de produção e comprar algumas peças tradicionais. Depois de regatear, claro!
Outro mercado que não poderá deixar de visitar é o Souk des Chechias, especializado na produção dos tradicionais chapéus de lã tunisinos.

Qualquer cidade árabe tem o seu mercado do ouro. Em Túnis, é o Souk des Orfevres, localizado perto da mesquita principal. Aqui vende-se, sobretudo, artigos em ouro de grande qualidade e, embora o design não seja de renome internacional, se regatear bem pode conseguir um bom negócio.

< >

Guia do viajante

Onde ir

Mosquée Zitouna
Bab Souika
Museu Nacional do Bardo
Praça Halfaouine
Cathedral of Saint Vincent de Paul
Hollywood

Onde comer

Dar El Jeld
Au Bon Vieux Temps
Las Margaritas
Cubana Cafe
Café M'Rabet

Onde ficar

Sheraton Tunis Hotel & Towers
Hotel La Maison Blanche
Hotel Carlton
Ambassadeurs Hotel
Majestic Hotel
Hotel du Parc
Hotel El Mouradi Africa
Mosquée Zitouna

A mesquita central de Túnis, Zitouna, remonta ao Séc. IX, quando a cidade se tornou muçulmana. A maior parte da cidade foi erigida à volta dela, cujo nome significa, literalmente, “oliveira”. O templo recebeu esse nome devido ao seu fundador ter o hábito de reunir os estudantes do Corão nesse local, à sombra de uma oliveira.

A actual mesquita foi construída há cerca de 100 anos, pelo emir Aghlabide Abou Il Abbés Mohamed. Muito antes das actuais universidades se estabelecerem na Europa e no Norte de África, as mesquitas desempenhavam um papel muito importante na vida das cidades, não apenas como um templo de adoração, mas também como centro de ensino. Este papel educacional foi mantido até à década de 50 do Séc. XX: cada professor sentava-se junto a uma coluna, rodeado dos seus discípulos, simbolizando os laços estreitos que deveriam existir sempre entre as duas classes.

A mesquita é aberta a não-muçulmanos todos os dias, das 08.00 às 12.00 horas, excepto às sextas-feiras e feriados islâmicos.

Bab Souika
Museu Nacional do Bardo
Praça Halfaouine
Cathedral of Saint Vincent de Paul
Sheraton Tunis Hotel & Towers
Hotel La Maison Blanche
Hotel Carlton
Ambassadeurs Hotel
Majestic Hotel
Hotel du Parc
Hotel El Mouradi Africa
Dar El Jeld
Au Bon Vieux Temps
Las Margaritas
Cubana Cafe
Hollywood
Café M'Rabet

Clima

Mediterrânico (médias de 12º C no Inverno e 29º no Verão).

Documentos

Deve levar o cartão de cidadão e passaporte válidos. Não é necessário visto.

Outras Informações

Moeda: Dinar tunisino. Admitem-se sem restrições divisas estrangeiras, cheques de viagem e cartões de crédito. O câmbio é possível nos bancos, nos aeroportos e em alguns hotéis. Existem caixas multibanco para Visa Electron. Idioma: Língua oficial: árabe. O francês é falado por quase toda a gente nos grandes centros urbanos, mas nas zonas rurais apenas os mais novos são fluentes na língua. Nos hotéis e nos restaurantes também é possível comunicar em inglês, castelhano e alemão. Diferença horária: + 1 hora.

Partilhar Artigo

Top