Patrícia Campos, uma história de paixão pelas viagens que se transformou em trabalho

Patrícia Campos, uma história de paixão pelas viagens que se transformou em trabalho

Patrícia Campos, uma história de paixão pelas viagens que se transformou em trabalho

Patricia Campos realizou a sua primeira grande viagem quando ainda era estudante universitária. Esteve cerca de dois meses em Angola, onde fez voluntariado, trabalhando num centro de acolhimento de crianças de rua e num hospital de Luanda. Foi uma experiência que a marcou para a vida e que lhe despertou o gosto por explorar destinos distantes.

Depois de ter terminado o curso, começou a viajar com frequência, sozinha ou na companhia de amigos. Entretanto, as viagens deixaram de ser apenas lazer e passaram a ser a sua profissão. Isto porque tem um blogue de viagens em que retrata as suas experiências e ainda colabora com a agência de viagens The Wanderlust. “Sou líder de viagens e colaboro, em média, na agência de três a quatro viagens por ano. Faço todo o trabalho logístico antes, durante e depois da viagem. E claro que isto não é só organizar uma viagem, pois temos a responsabilidade de que tudo corra muito bem”, sublinha, acrescentando o seu entusiasmo por viajar em grupo. “É um grande desafio e alegra-me muito que a viagem vá para além das expectativas dos viajantes”

A viagem que deu origem a um livro

A viagem que recorda com mais saudade foi uma odisseia pela América Latina, que durou nove meses. E que até deu origem ao livro “Onze|Nove, a minha América Latina”. “Foi uma grande aventura que jamais esquecerei. Inicialmente, era para durar apenas três meses, mas prolongou-se até aos nove meses. Fiquei muitas vezes em casa de pessoas que fui conhecendo e desenvolvi um projeto de voluntariado que foi muito valorizador. E foi também por essa altura que despertei para a fotografia”, revela.

Patrícia destaca o que mais a marcou nesta digressão pela América Latina. “Não me esquecerei nunca da Guatemala, principalmente porque foi o primeiro destino e por isso estava com a motivação em alta. Na Guatemala, destaco a cidade Maia de Tikal. Adorei o México, pelas suas especificidades culturais e por não ter nada a ver com ideia que eu fazia do país. E também gostei muito do Peru, essencialmente pelas suas maravilhas naturais, como lagos, montanhas, neve, vulcões e também por ter a magnífica Amazónia”, refere.

Por outro lado, elogia “a grande ligação espiritual que as pessoas têm com a Mãe Natureza na América Latina, preservando muitas tradições de civilizações antigas”. Bem, no fundo, gostou de todos os países que visitou nesta viagem de sonho, destacando ainda “a natureza inóspita da Bolívia, nomeadamente o Altiplano Andino e Uyuni”. E faz questão de mencionar ainda “a amabilidade e o saber receber dos brasileiros”. No Brasil esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro e lamenta não ter tido tempo para mais. Mas já era a parte final da viagem e tinha de regressar a Portugal.

Sozinha mas sem correr perigo

Na maior parte do tempo Patrícia, que tem 34 anos, viaja sozinha, mas garante que isso nunca lhe tem trazido dissabores. “Por incrível que pareça, nunca tive uma experiência que possa qualificar como negativa. Possivelmente não arrisco tanto na exploração de alguns lugares, por ser mulher. E também é verdade que sigo os conselhos dos locais, quando me dizem para não seguir por determinada direção”, reconhece. E só lamenta um episódio em que a culpa foi totalmente sua, ao esquecer-se da carteira num autocarro. “Claro que depois não consegui recuperar o dinheiro que trazia”, revela.

Patrícia diz que só numa ocasião é que se viu envolvida numa situação muito perigosa, mas que na verdade poderia ter acontecido em Portugal. “No Brasil, estava a circular de bicicleta na berma da estrada e fui tocada por um autocarro. Tive uma grande sorte, pois apenas sofri ferimentos ligeiros”, conta.

Boleia, “coachsurfing” e trabalho em troca de cama

Patrícia é a típica viajante de mochila às costas, tentando sempre que possível mover-se por terra e não pelo ar. “Andei muito à boleia no México, na Costa do Caribe e nesse caso com uma amiga. Correu sempre tudo muito bem e conhecemos pessoas incríveis. Inclusivamente ficámos em contacto com um casal que nos deu boleia”, conta.

Nas primeiras viagens, fez muito “couchsurfing” e já trocou trabalho por alojamento. “Na Guatemala trabalhei num eco-lounge sustentável e ajudava no restaurante e na receção do hotel em troca de comida e de cama. E na Nicarágua acompanhava estudantes que iam fazer voluntariado e em troca tinha um sítio para dormir, fornecido por uma ONG”, revela.

As experiências mais especiais

Entre tantas e tantas viagens, tem colecionado experiências inesquecíveis. “A Amazónia foi incrível, pois estive ao lado de animais como tarântulas e crocodilos. Na América Central fiquei deslumbrada com as tartarugas e na Nicarágua adorei estar ao lado de um vulcão ativo. Também já deslizei em cima de uma prancha num vulcão de areia e andei de parapente no Brasil”, diz. E nunca se esquecerá da adrenalina que sentiu quando percorreu a Estrada da Morte, na Bolívia, de bicicleta, descendo “a uma velocidade vertiginosa”.

A casa a que chama de base

Mesmo quando se encontra na sua casa no Porto acaba por estar em contacto com pessoas de diferentes culturas. Isto porque aluga parte da habitação como alojamento local. Ainda assim, faz questão de dizer que nem sequer lhe chama de casa. “Casa é uma palavra demasiado forte. Direi que se trata da minha base, onde poderei voltar sempre que quiser. No entanto, gosto sempre de estar fora, a explorar o mundo e não concebo a ideia de ficar presa a um local”, explica.

Os seus planos a curto/médio prazo incluem terminar o curso de Fotografia Profissional, onde já vai bem avançada. E confessa que já está a preparar uma grande viagem para 2020. “Onde vai ser? Para já ainda não posso relevar, mas a seu tempo vai saber-se”, diz. Para já, tem-se dedicado a preparar duas viagens ao Peru e à Bolívia com a Wanderlust, que irão ocorrer entre agosto e setembro.

Percorra a galeria e veja as fotos de alguns dos locais visitados por Patrícia Campos.

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