Capri: Célebre, chique e perfumada

Capri: Célebre, chique e perfumada

Capri: Célebre, chique e perfumada

Artigo de Redação

A ilha de Capri, situada no mar Tirreno, é conhecida pelo seu charme e beleza naturais, e conta com dois municípios – Capri e Anacapri – e dois portos – Marina Piccola e Marina Grande.

Esta ilhota, que já foi um pacato reduto de pescadores e agricultores italianos, hoje, chega a receber cerca de dois milhões de visitantes por ano. No século XIX, encantados com a beleza e os atrativos de Capri, ingleses e alemães provocaram uma reviravolta na vida dos habitantes – os pescadores passaram a alugar os seus barcos para passeios e os agricultores transformaram as propriedades em pequenos hotéis.

Domínio de Tibério

Capri sempre exerceu um grande fascínio entre os nativos. A ilha terá sido descoberta pelos romanos em 29 a. C., quando Augusto, o primeiro imperador romano, voltava de uma campanha militar do Oriente e foi amor à primeira vista. Assim, partiu dele a ordem de edificar diversas villas, as típicas construções do Mediterrâneo, entre elas, a sua residência de verão.

O seu sucessor, Tibério, chegou a governar o império romano da Villa Imperial e ergueu 12 mansões em Capri. Da maior delas, a Villa Jovis, restaram apenas ruínas, que, ainda hoje, podem ser visitadas.

Ambiente glamouroso

Porém, o requinte e o bom gosto permanecem. Um cheiro delicioso domina as ruas, isto porque a ilha abriga há mais de 600 anos duas fábricas de perfumes que aproveitam as flores típicas, o limão e a laranja para extrair as suas essências.
Nas suas vielas, além do aroma, há uma profusão de boutiques de marcas internacionais, lojas, ateliers, galerias, mercados de fruta e muita gente chique por ali a passear.

Mas este movimento não se verifica só em terra firme. Lanchas, iates e transatlânticos rodeiam a ilha ou congestionam a Marina Grande.
Para percorrer a ilha, o ideal é apanhar um mini-bus ou fazer uma viagem de barco.

Graças à sua formação calcária, Capri está repleta de grutas. Um passeio muito concorrido é dar a volta completa pela ilha, o que permitirá apreciar a beleza dos diversos lugares.

Guia do viajante

Onde ir

Faraglioni de Capri
Villa San Michele – Axel Munthe
Monte Solaro
Villa Jovis
Marina Piccola
Centro histórico de Anacapri
Via Krupp
Pizzolungo
Capricci

Onde comer

Aurora
L'Olivo

Onde ficar

La Minerva
Hotel Excelsior Parco
Casa Mariantonia
Faraglioni de Capri

Os Faraglioni são os três picos de rochas que saem do mar a poucos metros da costa. Cada um tem um nome: o primeiro, unido à terra, chama-se Stella; o segundo, separado do primeiro por um pedaço de mar, Faraglione di Mezzo; e o terceiro, Faraglione di Fuori ou Scopolo.

Os melhores sítios para tirar uma foto com os Faraglioni são:
O Belvedere de Punta Tragara
Os jardins de Augusto
O Belvedere de Migliera

Sobre o Scopolo vive a famosa Lagarta Azul dos Faraglioni, a Podarcis Sicula Coerulea, e é o único lugar do Mundo onde poderá encontrá-la. Dizem que ela ficou azul para se camuflar com o mar e com o céu. Os Faraglioni têm cerca de 100 metros de altura, sendo que o Fariglione di Mezzo abre-se num arco.

Villa San Michele – Axel Munthe

A Villa San Michele é a realização do sonho de um médico e escritor sueco, que chegou a Capri em 1885 e decidiu fazer de Anacapri o seu novo lar, construindo uma casa sobre os restos de uma antiga capela dedicada a San Michele.

Aqui foram conservados restos arqueológicos recuperados por Munthe em Capri, Anacapri e outros lugares, algumas vezes doados também por amigos: pedaços de sarcófagos, bustos, pavimentos romanos, mármore e colunas. No jardim existe uma tumba grega e uma esfinge em granito que dão um toque especial ao miradouro com vista para a ilha de Capri.

O amor de Axel Munthe por Capri coincidiu com a fama da ilha, que se consolidava como um dos destinos favoritos das personalidades de destaque da época: hoje, a sua casa é, juntamente com a Gruta Azul, um dos lugares mais visitados.

Compartilhou a sua paixão pela música, pela Natureza e pelos animais com a rainha Vittoria da Suécia, que, por motivos de saúde, passou longos períodos em Capri. Para proteger os pássaros migratórios que passavam por aqui, em risco de extinção devido à caça desenfreada, o médico decidiu comprar o terreno onde se encontra o monte Barbarossa para oferecer a essas aves uma área de proteção.

Monte Solaro

É o ponto mais alto da ilha, a 589 metros acima do nível do mar. Aqui a vista parece não ter fronteiras: em baixo fica toda a ilha de Capri, em frente o Vesúvio, o golfo de Nápoles e a península Sorrentina; mais ao fundo, as montanhas da Calábria, os Apeninos e a costa Amalfitana com as ilhotas dos Galli.

A maneira mais simples de lá ir é apanhar o teleférico – em apenas 12 minutos chega lá.

Villa Jovis

A casa onde o imperador Tibério se refugiava para descansar. Trata-se de uma área de cerca 7000 metros quadrados, onde dominam o promontório de monte Tibério e a bacia que desce em direção a Cesina. É possível apreciar a vista do lado norte, que dá para uma boa parte do golfo de Nápoles, com pedaços da ilha de Ischia até a Punta Campanella, enquanto do lado sul está o centro de Capri. Uma das peculiaridades arquitetónicas de Villa Jovis é que faz lembrar as casas do período romano, com características de uma pequena fortaleza.

Marina Piccola

A baía de Marina Piccola é o lugar ideal para procurar uma praia com vista para os Faraglioni. É um lugar quente e com pouco vento e até nos dias mais frios de inverno é agradável estender-se ao sol. Na praça de Marina Piccola encontra-se um terminal de autocarros e a pequena Igreja de Sant’Andrea, construída em 1900. Deve descer as escadas para chegar à praia e ao Scoglio delle Sirene onde, diz a lenda, viviam as sereias que encantaram Ulisses.

Centro histórico de Anacapri

É a segunda cidade da ilha com o seu labirinto de ruas estreitas. O centro histórico de Anacapri é um lugar onde ainda é possível passear com calma entre as silenciosas praças e estradinhas coloridas pelas flores. Pode aproveitar para conhecer o Museo di Villa San Michele, a Casa Rossa, a Igreja de San Michele e a Igreja de Santa Sofia.

Via Krupp

Nos primeiros anos do século XX, o industrial alemão Friedrich Alfred Krupp costumava passar as férias de verão em Capri. O alemão, apaixonado pela biologia marinha, atracava o iate em Marina Piccola, mas achava desconfortável chegar até a sua suite no Grand Hotel Quisisana. Por isso, encomendou ao engenheiro Emilio Mayer uma rua que o levasse da Marina Piccola até a área da Certosa di San Giacomo e dos Jardins de Augusto.

O engenheiro fez um corte nas rochas e superou uma diferença de cerca 100 metros, criando uma das ruas mais espetaculares do Mundo: uma série de curvas tão estreitas que pareciam sobrepor-se.

Pizzolungo

Um dos trajetos mais charmosos da ilha de Capri, o Pizzolungo é agradável durante o verão e espetacular de inverno. Ficará encantado diante da força do vento gelado e das tempestades que transformam o panorama com as cores que hipnotizaram tantos artistas.

La Minerva
Hotel Excelsior Parco
Casa Mariantonia
Aurora
Capricci
L'Olivo

Clima

Clima mediterrâneo, com verões quentes e secos e invernos instáveis.

Documentos

Moeda: Euro Idioma: Italiano Documentos: Passaporte com validade mínima de três meses, não sendo necessário visto. Fuso horário: + 1 hora

Outras Informações

Gastronomia: Entre os pratos tradicionais estão os raviolli de Capri recheados com parmesão, caciotta seca (um outro tipo de queijo) e manjerona. Para um almoço leve, talvez na praia, experimente a insalata caprese, uma salada feita com pomodoro, mozzarella fiordilatte, manjericão e azeite, ótima também como recheio de uma sanduíche! E para completar com algo doce, deguste uma fatia de torta caprese, um bolo típico da ilha feito com chocolate e amêndoas. Para acompanhar as refeições nada melhor do que um bom copo de vinho local (a escolha é realmente ampla) e para terminar, um delicioso copo de limoncello gelado! Recordações de Capri a trazer: Um par de sandálias; Um perfume artesanal; Uma garrafa de limoncello De onde partem os barcos para Capri? Os principais pontos de embarque são em Sorrento e Nápoles, sendo que neste existem dois, Molo Beverello, de onde partem os aliscafi, e Calata di Massa, de onde partem as balsas e os barcos rápidos. Durante o verão existem linhas também de Positano e Ischia.

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