Marraquexe: A cidade dos sons e aromas exuberantes

Marraquexe: A cidade dos sons e aromas exuberantes

Marraquexe: A cidade dos sons e aromas exuberantes

Artigo de Redação

Não é por acaso que Marraquexe talvez seja a cidade que recebe mais turistas de viagem a Marrocos. Todas as ruas de edifícios vermelhos da medina conduzem locais e viajantes à praça Djemaa el Fna. Não existe local mais místico do que este. Os encantadores de serpentes e os contadores de histórias fascinam aqueles que procuram animação e comida nos restaurantes.

Em Marraquexe, não perca também os souks (mercados de rua), os museus, os jardins e a mesquita Koutoubia. Isto tudo depois de dar longos passeios em todas as ruas que conseguir e for capaz.

Situada no sudoeste de Marrocos, na base da cordilheira do Atlas, Marraquexe, eleita «Melhor Destino Turístico de África» nos World Travel Awards 2015 e nomeada com o mesmo título em 2016, também conhecida como a «pérola do Sul» ou a «porta do Sul», é a terceira maior cidade daquele país, a seguir a Casablanca e Rabat.

A origem do seu nome está no berbere mur (n) akush, que significa «Terra de Deus». Fundada pelos almorávides em 1062, foi capital do império islâmico e atualmente está dividida em duas partes: a Medina e Guéliz.

Medina é o distrito histórico, a cidade velha de Marraquexe, antiga capital do reino de Marrocos; e Guéliz ou Ville Nouvelle, o distrito europeu mais moderno.

É caracterizada pelas suas ruas estreitas e lojas com elevada cultura marroquina. Em contraste, no elegante bairro de Guéliz estão situados as cadeias de fast food e lojas de marcas europeias, assim como os hotéis de luxo, novos edifícios comerciais, bares e os restaurantes da moda, onde se destaca a culinária contemporânea, sobretudo de influência francesa.

Ligação com as tribos berberes

Fundada no século 11, Marraquexe teve tempos de apogeu, como a ocupação moura na Península Ibérica, alternados por guerras e invasões. Até os anos 1950, o Marrocos sofreu a influência de colonizadores espanhóis e principalmente franceses, que ainda dominam o país cultural e economicamente. Por outro lado, um traço marcante da cidade é sua ligação com as tribos berberes, como são conhecidos os povos nómadas do interior.

Com um milhão de habitantes, Marraquexe é uma das metrópoles mais emblemáticas do Magreb, que compreende toda a região de domínio cultural muçulmano no norte da África. Um traço marcante da cidade é o seu trânsito frenético de motocicletas, carros velhos e carroças que obriga os visitantes a terem muita atenção ao andar nas ruas e até pelas calçadas. Por outro lado, oferece tranquilos refúgios em praças e parques, onde os marroquinos, muito conversadores, se encontram para colocar as conversas e os assuntos em dia.

A «cidade vermelha»

Largamente conhecida com a «cidade vermelha», devido à cor da sua arquitetura, Marraquexe tem como monumentos mais conhecidos a Mesquita da Koutoubia, os Jardins da Menara, o Palácio Bahia e o Palácio Badii, os Túmulos Saadis, e muito outros.

Marraquexe vale pela experiência de poder explorar os seus imensos mercados chamados de souks. Aqui pode comprar um pouco de tudo, incluindo o variado artesanato marroquino, roupa e lenços, comidas e especiarias. A arte de bem negociar os preços é exigida e faz parte da tradição de comercialização do mundo árabe.

No centro da parte antiga da cidade de Marraquexe em Marrocos há a famosa Praça Jemaa el-Fnaa. Aqui, nesta zona de Marraquexe protegida pela UNESCO e incluída no Património Mundial da Humanidade, há um espetáculo de músicos, dançarinos, encantadores de serpentes, domadores de macacos, acrobatas, contadores de histórias e jogos para divertir os visitantes, uma folia que acontece já há muitos séculos, pois esta parte da cidade sempre recebeu muitos estrangeiros mesmo durante as trocas comerciais de camelos das caravanas sub-saarianas.

Faça uma visita a um Hammam marroquino, um banho público. Dê grandes passeios na Praça Jemaa el Fna e veja os artistas, especialmente os músicos. Beba um sumo de laranjas acabadas de espremer. Aproveite o terraço de um riad (casa de hóspedes) para ouvir o Almuadem do anoitecer a chamar para a última oração do dia.

Veja o nosso vídeo sobre este local, em baixo.

Guia do viajante

Onde ir

Chafariz chrob ou chouf
Mesquita Pommes d’Or
Bairro de Mellah
El Badi Palace

Onde comer

Marrakech Henna Art Cafe
Les Jardins de la Medina
Comptoir Darna Marrakech

Onde ficar

Murano Resort Marrakech
Palais Namaskar
La Mamounia Marrakech
Chafariz chrob ou chouf

Chafariz do século XVII localizado perto da Mesquita Ben Youssef, no coração da Medina de Marraquexe, foi mandado construir por Ahmed el-Mansour (1578-1603).

Mesquita Pommes d’Or

É um edifício religioso construído no século XII sob o reinado do sultão Yacoub El Mansour. Esta mesquita está localizada junta da porta Bab Aguenaou.

Bairro de Mellah

É o bairro judeu de Marraquexe. Aqui encontrará uma zona diferente da cidade, e que faz ainda parte da medina antiga da cidade. Há muitas lojas de especiarias e estilo de arquitetura um pouco diferente do resto da cidade. Pode visitar a Sinagoga Salat Al Azama e o Cemitério Judeu.

El Badi Palace

Antigo palácio em ruínas datado do século XVI. Este é um dos lugares ideais para ver o pôr-do-Sol em Marraquexe já que se pode conciliar o céu de cores quentes com as muralhas do palácio e os inúmeros ninhos de cegonhas ali existentes.

Murano Resort Marrakech
Palais Namaskar
La Mamounia Marrakech
Marrakech Henna Art Cafe
Les Jardins de la Medina
Comptoir Darna Marrakech

Clima

O clima é semiárido. Entre abril e outubro, a temperatura ronda uma média de 31ºC. Entre novembro e março as temperaturas não são tão altas podendo atingir os 12ºC. Marraquexe é procurado por turistas essencialmente nos meses de julho e agosto.

Documentos

Passaporte: Os cidadãos portugueses não necessitam de visto.

Outras Informações

Moeda: Dirham (1 euro = 10,75 MAD). O dinheiro pode ser trocado em aeroportos internacionais e bancos. São aceites Visa, Eurocard e American express. Idioma: Os idiomas oficiais são o árabe e o berbere. Apesar da língua estrangeira mais praticada ser o francês, há muita gente que fala um pouco de espanhol. Nas zonas mais turísticas há quem fale inglês e algumas até já falam em português. Fuso horário: No verão: + 1h; No inverno: igual a Portugal É bom saber: O acesso às mesquitas e lugares sagrados é geralmente interdito a não muçulmanos. Recomenda-se a consulta a um guia local ou pedir informações nas receções dos hóteis. Não é aconselhável comer, beber ou fumar em público durante o período do Ramadão. A não perder: Poderá explorar as montanhas da cordilheira do Alto Atlas através de um passeio de camelo. A não perder o rio Ourika, o vale Draa Riverperto do deserto do Sahara, e as quedas de águas Beni Mellal. Vestuário: Visto que está numa cidade muçulmana, evite blusas muito decotadas, shorts e saias muito curtos e tenha um lenço sempre à mão, pois poderá servir tanto para esconder um decote como colocar na cabeça quando visitar alguma mesquita. Água: Para consumo é aconselhável beber água engarrafada. Evite a água dos rios e dos vendedores ambulantes.

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