Portugal uniu-se a Itália por um motivo muito saboroso

Portugal uniu-se a Itália por um motivo muito saboroso

Portugal uniu-se a Itália por um motivo muito saboroso

Artigo de Redação

Imagine uma pizza com os segredos da cozinha italiana, mas com a qualidade dos nossos produtos nacionais. Essa é a cara da Valdo Gatti, uma pizzeria que abriu recentemente em Lisboa, na zona do Bairro Alto. É a pizzeria da sustentabilidade: aos produtos nacionais naturais junta apenas ingredientes italianos DOP, num projecto consciente, autêntico e, acima de tudo, cheio de sabor.

A nova pizzeria do Bairro Alto rege-se por dois valores que orientam o conceito da carta e do espaço e que são também reflexo dos ideais da equipa: toxic-free e genuíno. A tentativa de evitar o desperdício, a atenção ao impacto ambiental do negócio e o uso de ingredientes frescos (e o respeito pelo seu tempo de vida) fazem deste um projecto muito singular.

Portugal fornece as hortícolas, as ervas aromáticas, o sal e o azeite bio. De Itália, voam os produtos típicos que não faltam atrás do balcão de uma pizzeria: o tomate, a charcutaria, a mozarela de búfala DOP da zona de Campania, a farinha semi-integral da região de Veneto, e os queijos. Todos estes produtos são biológicos e uma homenagem ao trabalho artesanal de várias gerações, que respeita a tradição e a sazonalidade da matéria-prima.

Os segredos da carta da Valdo Gatti

A carta tem 12 propostas de pizzas que são confeccionadas com ingredientes biológicos de pequenos produtores, num forno que combina lenha certificada que provém da limpeza das florestas, e gás. Graças à pedra giratória, as pizzas saem uniformemente cozinhadas do forno depois de algumas voltas e poucos minutos. Há também a pizza do dia, que abre espaço à criatividade dos pizzaiolos e dá a conhecer novos sabores, além da Come ti pare, para ser construída pelo cliente.

A abrir o apetite, as opções de Antipasti vão do forno — com a Parmigiana di melanzane (beringelas no forno com mozzarella e tomate a 5€ e 9€, o prato) — aos pratos mais simples como a salada vegan Zucchine e finocchio (courgete spaghetti, funcho, abacate, alcachofra, alfalfa, erva de menta e basilico, romã e vinagrete a 6,5€).

As pizzas servem todas as preferências e estilos de alimentação: a Crudaiola Antonino (9,5€) tem toppings frescos e crus – abacate, tomate-cereja, rúcula, parmigiano e mozzarella (apenas a massa da pizza e o tomate vão ao forno); a Piccante (8,5€) é de salami picante; a Zucchina Verde (9€) com base de curgete e brócolos e a Bufalotta, de base branca (sem molho de tomate), leva mozzarella de búfala DOP, tomate-cereja, prosciutto crudo, oregano e basilico (€9).

A fechar a refeição, o típico e tradicional Tiramisú (4€) tem lugar de destaque, a par de uma mousse de chocolate preto sem lactose e glúten, a Cioccolato (4€) e dos deliciosos gelados da Nannarella (3,5€).

Antonio Menghi, carinhosamente chamado “Antonino”, por ter apenas 27 anos, é o maestro pizzaiolo da Valdo Gatti, natural da região da Puglia, em Itália, que se lançou por esse mundo fora, a espalhar a palavra (e os sabores) da tradição gastronómica italiana.

A sustentabilidade não se limita à carta, estende-se às bebidas e ao espaço — a Valdo Gatti conforta o estômago e a consciência. A acompanhar as pizzas, os sumos são naturais e prensados a frio no momento, e o vinho é biológico e servido em garrafas de vidro reutilizáveis. A água sai da torneira, mas chega à mesa só depois de filtrada, num jarro de vidro, e o plástico foi banido, por isso as palhinhas são de material biodegradável.

As pizzas têm todas valores inferiores a 10€, o espaço é um abrigo improvável no Bairro Alto, e o ambiente é cómodo e muito descontraído. A consciência ambiental também pode saber bem e a Valdo Gatti é a prova disso.

Conheça um pouco mais deste espaço e da sua oferta percorrendo as várias fotografias que guardámos na galeria

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