À descoberta da Birmânia, um destino no sudeste asiático que preserva tradições milenares

À descoberta da Birmânia, um destino no sudeste asiático que preserva tradições milenares

À descoberta da Birmânia, um destino no sudeste asiático que preserva tradições milenares

Artigo de André Cruz Martins

A Birmânia é um dos países do sudeste asiático cujo turismo tem conhecido maior desenvolvimento nos últimos anos. Algo que não é de espantar, pois só abriu as suas portas aos turistas estrangeiros no final do século XX. A melhor forma para chegar ao país é através de um voo desde a Tailândia, país vizinho. Desde Bangkok, a viagem dura cerca de uma hora. Os preços costumam ser ligeiramente abaixo dos 100 euros, ida e volta, mesmo se a reserva for feita com pouca antecedência. É preciso visto de turismo para entrar no país.

Alguns costumes locais

Primeiro que tudo, uma explicação sobre alguns costumes locais. Algumas pessoas andam pelas ruas com um creme branco na cara. Chama-se thanaka, cosmético feito à base de casca moída. Trata-se de uma tradição muito antiga usada pelo povo para se proteger do sol forte e para deixar a pele mais macia.

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Outra tradição são as manchas vermelhas no asfalto, que podem ser confundidas com sangue. Na verdade, é noz de betel, que alguns birmaneses mascam devido às suas propriedades estimulantes. Isso tem como consequência que os seus dentes fiquem vermelhos, assim como as ruas, depois de atirarem este género de pastilha elástica para o chão.

Yangon, a cidade mais interessante

Yangon é a maior cidade da Birmânia e era a capital nos tempos do colonialismo inglês. Em 2006, deixou de ser a capital depois do governo da junta militar ter resolvido nomear outra cidade por razões estratégicas: Naypyidaw, que se encontra fora dos limites do turismo.

Hoje em dia, Yangon destaca-se pelo contraste entre as tradições antigas e o cosmopolitismo moderno. Uma das suas principais atrações é o Templo Shwedagon Pagoda, um dos locais mais sagrados do budismo em todo o mundo. De acordo com a lenda, contém as relíquias de quatro antigos Budas.

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Outro templo a visitar é o Sule Pagode. Foi construído antes do Pagode Shwedagon, tendo mais de 2500 anos. Tem tido importância fulcral na política birmanesa. Foi por exemplo ponto de encontro para os protestos antigovernamentais de 2007.

Viver como um local

Uma das melhores formas de viver como um local e conhecer Yangon e os seus arredores é apanhar o comboio que faz o chamado Circle Line. O comboio parte da Estação Central de Yangon e percorre 39 estações, ao longo de três horas. Outra forma de ter contacto com os costumes dos habitantes de Yangon é visitar um dos seus mercados, onde pode encontrar todo o tipo de produtos. O Bogyoke Aung San Market é um dos mercados mais populares.

Percorra a galeria e veja mais imagens da Birmânia.

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