Os segredos bem guardados da Gronelândia, a maior ilha do mundo

Os segredos bem guardados da Gronelândia, a maior ilha do mundo

Os segredos bem guardados da Gronelândia, a maior ilha do mundo

Artigo de André Cruz Martins

A Gronelândia, região autónoma do Reino da Dinamarca, é a maior ilha do mundo, ocupando um território de 2 175 600 quilómetros quadrados. Ainda assim, só tem 55 mil habitantes, sendo que a grande maioria é descendente de esquimós.

Apesar de pertencer à Dinamarca, que é responsável pela sua defesa e relações externas, o governo local tem alguma autonomia. De resto, os seus habitantes têm um forte sentimento nacionalista. Desde 2009 existe uma língua própria, o Kalaallisut, embora o dinamarquês seja falado por grande parte da população, tal como o inglês.

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Cercada pelo oceano Atlântico e pelo mar Glacial Ártico, tem 85% do território coberto de gelo. Os 57 mil habitantes vivem em locais no litoral que não são cobertos pelo gelo. Pouco falada em termos turísticos, a Gronelândia esconde segredos deslumbrantes, como poderá descobrir nas linhas que se seguem.

Ilulissat, a cidade do grande fiorde

Ilulissat é a cidade mais turística na Gronelândia e o seu fiorde cheio de gelo, chamado Ilulissat Kangerlua, é a atração principal. Os turistas podem chegar perto dele de diferentes formas. Por exemplo, de barco, até muito perto da “boca” do fiorde. Também é possível sobrevoar a zona de avioneta ou de helicóptero. Aquele que é o maior glaciar do mundo fora do Continente Antártico é bem visível de diferentes pontos da cidade, proporcionando paisagens deslumbrantes. É Património Mundial da UNESCO desde 2004.

Ilulissat é perfeita para fazer caminhadas, enquanto exploramos outros glaciares e fiordes. E durante esses percursos é muito habitual cruzarmo-nos com um ou outro Greenland Husky, o animal mais comum na zona. De resto, uma das atividades turísticas são os passeios de trenó, guiados por cães.

A capital Nuuk

Nuuk, cidade na costa oeste da Groenlândia é a capital e a cidade mais populosa da ilha, com 18 mil habitantes. As suas casas coloridas no meio das montanhas provocam um efeito muito bonito. Hoje em dia, a cidade é a sede do Parlamento e do Tribunal da Gronelândia. E ainda do Museu Nacional, onde estão as famosas múmias de Qilakitsoq. Destaca-se ainda o Museu de Arte de Nuuk. Outro local a visitar é a Catedral de Nuuk, construída em 1849 e que não parece nada um edifício religioso, com o seu vermelho garrido.

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Nuuk é igualmente a sede da Royal Greenland Company, uma das maiores companhias do mundo no ramo de peixes e derivados. O Aeroporto Internacional de Nuuk fica a apenas 4 quilómetros da cidade e tem voos da Air Greenland e Air Iceland, que fazem rotas para o Canadá, Islândia e outros destinos no interior da Gronelândia. Entre as principais atividades, contam-se as caminhadas pelos grandes fiordes e a observação de baleias. É ainda em Nuuk que se situam os dois únicos semáforos da Gronelândia.

Narsasuaq e Narsaq, no sul

Narsasuaq e Narsaq são os dois principais destinos a explorar no sul da ilha. Em Narsasuaq, as principais atividades são percorrer os trilhos demarcados, por paisagens fantásticas. O trekking mais conhecido é o Signal Hill. Pode iniciar o percurso numa área florestal protegida. Depois, o caminho vai subindo pelo monte até alcançar o Signal Hill, de onde se tem uma vista deslumbrante sobre Narsarsuaq, as montanhas e o fiorde de Erik. Depois de descer o monte, o trilho termina, demorando apenas duas horas a percorrer, em velocidade moderada.

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Narsaq é uma “cidade normal”, onde é possível encontrar coisas básicas como supermercado, multibanco, restaurantes e um mercado de peixe. É uma cidade de pequena dimensão e com apenas 1700 habitantes. Pode observar as ruínas de uma pequena igreja, mas a principal atração é a Landnamsgaarden, uma herdade datada do ano 1000.

Narsaq é a maior cidade agrícola na Gronelândia e era terra de muitos pastores. Hoje em dia, ainda é possível encontrar muitos jardins cercados, que antigamente eram os locais por onde as ovelhas passeavam livremente. Hoje em dia, esses jardins abastecem a população com batatas, nabos, cenouras, alface e morangos em quantidades consideráveis.

Carnes de foca e de baleia são as preferidas

E o que se come na Gronelândia? A influência cultural dinamarquesa é enorme, trazendo ingredientes e receitas que se juntam à cozinha indígena. Mas se nos centrarmos na verdadeira comida local, as carnes principais são foca e baleia, que podem ser compradas nos mercados. Estas carnes são muito ricas em proteínas. O prato mais conhecido é a Sopa Suaasat, um caldo espesso com carne, legumes, cerejas, cogumelos e cevada.

Percorra a galeria e veja mais fotos da Gronelândia.

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